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domingo, 25 de abril de 2010

PSICOLOGIA CLÍNICA

A mais famosa área de atuação da Psicologia, tanto que o público em geral ainda se admira ao descobrir que existem outras possibilidades de prática psicológica. Estuda maneiras de lidar com os problemas humanos. Entenda-se por “problemas humanos” aqueles originados do indíviduo enquanto um ser social. Seus métodos podem incentivar o aparecimento ou aperfeiçoamento das capacidades de relacionamento e ajustamento intra e interpessoal, de aprendizagem e leitura do mundo e da realidade das pessoas. Também é adequada ao tratamento de problemas mais complicados como as psicopatologias (doenças) e os psicossomáticos (sintomas orgânicos com causas psicológicas).

quinta-feira, 22 de abril de 2010

MUSICOTERAPIA




CORAÇÃO E MENTE


Saúde  
CORAÇÃO E MENTE
O peso da depressão na ocorrência
de infartos é tão grande que ela
passou a ser fator de risco isolado


Karina Pastore

Não tem mais discussão: a Federação Mundial de Cardiologia agora considera a depressão
fator de risco isolado para o coração. Antes, ela estava entre as causas coadjuvantes do entupimento de artérias. A decisão baseia-se na análise de quarenta dos maiores e mais recentes estudos sobre a relação entre infarto e depressão. Constatou-se que 45% dos infartados têm quadros depressivos em seu histórico. "A depressão é tão importante na gênese do infarto quanto a hipertensão ou o colesterol alto", afirma o cardiologista paranaense Mario Maranhão, presidente da Federação Mundial de Cardiologia. Apesar de representar uma ameaça e tanto à saúde, a doença demora a ser identificada. É confundida, geralmente, com tristeza ou melancolia passageiras. O cenário é preocupante. Hoje, a depressão é apontada pela Organização Mundial de Saúde como a quinta maior questão de saúde pública. Em 2020, deverá ser a segunda, depois justamente das doenças cardíacas. Ou seja, os laços entre os dois distúrbios tendem a ser mais estreitos.
Quanto mais grave a depressão, maior a probabilidade de ocorrência de problemas cardiovasculares. Seu impacto sobre o coração não se explica apenas do ponto de vista da fisiologia, mas também do lado comportamental. "O deprimido faz tudo errado: não come direito, costuma ser sedentário, fumante e dado a exagerar no álcool", diz o cardiologista Maurício Wajngarten, chefe do departamento de cardiogeriatria do Instituto do Coração, de São Paulo. A depressão se caracteriza por sentimentos negativos devastadores. A pessoa é dominada pela apatia e pela irritação. É difícil levantar da cama e impossível encarar com humor as dificuldades cotidianas. Em muitos casos, ela se associa a ataques de pânico. Como alguém nessas condições pode pensar em alimentos pobres em gordura ou em largar o cigarro? Onde encontrar ânimo para fazer ginástica?
O desequilíbrio da química cerebral, verificado entre os depressivos, desregula a química de todo o corpo. Para começar, a depressão aumenta a produção do hormônio do stress, o cortisol. Em altas quantidades, esse hormônio eleva a pressão arterial e os níveis de LDL, o colesterol ruim. Ele diminui, ainda, a quantidade de HDL, o colesterol bom. Como se não bastasse o cortisol, o organismo de um deprimido fabrica mais adrenalina, substância que, em excesso, pode acarretar arritmias cardíacas graves. O tratamento da chamada "doença da alma" ganhou uma arma poderosa no final dos anos 80, com a chegada ao mercado dos remédios da família do Prozac. Eles são, inclusive, mais bem tolerados por quem já sofreu um infarto. Difícil é mesmo o médico fazer – e o paciente aceitar – o diagnóstico de depressão.
 
FONTE: http://veja.abril.com.br/080502/p_065.html

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Possiblidades de mercado de trabalho.

As barreiras do psicólogo clínico em sua rotina
5 de julhoy, 2006 as 3:23 am

por Bianca Bortolini

Sabemos que desde o início da Psicologia enquanto ciência, apesar de suas várias possibilidades no mercado de trabalho, como Escolar e Educacional, Organizacional e do Trabalho, Jurídica, Hospitalar e outras, o interesse de grande parte destes profissionais continua sendo o exercício da prática clínica.

O exercício profissional do psicólogo inicia após sua graduação no curso superior de Psicologia e posteriormente sua inscrição no Conselho competente. Neste caso, o CRP - Conselho Regional de Psicologia.

Baseada nesta informação, faz se interessante avaliarmos constantemente quais as maiores dificuldades enfrentadas pelos clínicos.

O mercado de trabalho encontra-se saturado na área clínica, sendo constante a oferta de empregos em outras áreas, principalmente na área de Psicologia Organizacional e Recursos Humanos.

Com a competitividade em alta, resta a cada profissional que estude o máximo possível para que exerça com sucesso sua profissão, bem como se atualize constantemente.

Sabe-se ainda que o marketing é bastante limitado na área da saúde, muitas vezes impedindo maior divulgação, porém o que ajuda sob o ponto de vista de que seus pacientes o indicarão no famoso “boca a boca” para novos pacientes chegarem ao consultório. Sinal de trabalho bem feito!

Outro ponto significativo que não pode ser ignorado é o bom relacionamento com demais profissionais da área ou não. Ao se sub-especializar, limita-se o público-alvo de seus atendimentos. Sendo assim, faz se necessário o encaminhamento a um profissional colega em quem confiamos profissionalmente e eticamente. Para tanto o isolamento dentro dos consultórios tanto discutido em artigos nos confirma sua parte prejudicial, pois este contato é necessário não só para o contato e o encaminhamento profissional, mas principalmente para a troca de experiência e estudos de casos.

Isto facilita para os profissionais que exercem atividade em clínicas inter e multi-disciplinares, contribuindo assim para o crescente conhecimento acerca de nossa prática profissional, para a troca no geral, bem como para a chegada do paciente até o profissional.

Apesar de tudo, no resta confirmar ainda de que seu sucesso na clínica dependerá de seu grau de estudo e comprometimento, tanto para com seu consultório, quanto com a promoção de saúde do indivíduo que está sob tratamento psicológico.

Após a escolha de qual abordagem teórica será seu referencial predominante, estude, atualize-se.

Qualquer outra dificuldade, acomete não só psicólogos, mas também diversas outras áreas, nas quais cada vez mais prevalecem os que exercem seu trabalho com ética, respeito, dignidade e conhecimento.

Sobre a Autora:
Bianca Bortolini é psicóloga clínica em Curitiba-PR. Possui formação em Psicoterapia Breve pela Universidade de Buenos Aires - Argentina. É Especialista em Saúde Mental, Psicopatologia e Psicanálise pela PUCPR e é Afiliada da ABPC - Associação Brasileira de Psicoterapia Cognitiva. 

PRINCIPAIS ATIVIDADES DESENVOLVIDAS

Psicologia Clínica

Apresentação:

A Psicologia Clínica tem sua especificidade na área da saúde e o psicólogo clínico trabalha com meios que promovem a qualidade de vida e o alívio do sofrimento mental das pessoas, grupos, casais e famílias. Suas ações têm caráter de promoção, prevenção, diagnóstico e tratamento (curativo) em diferentes situações e contextos. O Psicólogo clínico pode atuar fazendo diagnóstico, prognóstico, psicoterapia, terapia psicomotora, orientação, entre outras modalidades de intervenção. O seu ambiente de trabalho pode ser tanto em clínicas, consultório particular quanto em instituições e em equipe multiprofissional. Hoje o Psicólogo clínico tem desenvolvido seu trabalho também em contexto hospitalar, não somente em hospital psiquiátrico, mas também em hospital geral, abrindo assim a oportunidade de que a psicologia clinica chegue a toda a comunidade. Além destes espaços o psicólogo clínico tem atuado em instituições de saúde mental, centros e postos de saúde, caps, entre outros serviços . Sua atuação também abrange diagnóstico e prognóstico em situações de crise, problemas do desenvolvimento e quadros psicopatológicos. Desenvolve e participa de programas de pesquisa, treinamento e desenvolvimento de políticas de saúde mental.

Objetivos:

Objetivo Geral:
Promover o estudo e a discussão de referências que sirvam de fatores norteadores para o exercício do trabalho do Psicólogo Clínico visando, posteriormente, sua divulgação perante a sociedade e a própria categoria.

Objetivos Específicos:
- Criar parâmetros que possam gerar conceitos para o melhor aprimoramento da identidade do Psicólogo Clínico.
- Fomentar e realizar a interlocução com os demais grupos de trabalho e discussão do Sistema Conselhos, que de um modo ou de outro promovem o estudo dos temas da Psicologia Clínica.
- Fazer um levantamento exploratório a partir de materiais já existentes nos diferentes grupos de trabalho do CRP/08 com o objetivo de mapear as áreas de atuação, com os seus respectivos métodos e técnicas utilizadas pelo psicólogo clínico.
- Encontrar recursos que subsidiem a categoria dos Psicólogos na sua relação e reivindicações com os convênios de saúde.
- Produzir artigos científicos. 

FONTE
http://www.crppr.org.br/pagina.php?idF=17&idCat=3#psicologo_clinico
Site do Conselho Regional de Psicologia do Paraná

HISTÓRICO

 PSICOLOGIA CLÍNICA

HISTÓRICO

Os primórdios da psicologia clínica científica se encontram em fins doe século XIX e o termo "psicologia clínica" foi usado pela primeira vez pelo americano Lightner Witmer (1867-1956), aluno de Wundt. Ele fundou a primeira clínica psicológica na Universidade de Pennsilvania (EUA), bem como o primeiro jornal especializado (The Psychological Clinic) em 1907. Witmer emprestou o termo "clínico" da medicina, mas não com o significado de "psicologia de medicina" e nem "a psicologia nas clínicas", mas o trabalho voltado para o caso individual. Assim, em sua Clínica Psicológia eram tratadas crianças com problemas escolares [1]. Apesar de ter cunhado o termo, a influência de Witmer para a atual psicologia clínica foi muito limitada. Taylor (2000)[4] identifica o início da pesquisa psicoterapêutica e psicopatológica na França com as obras de Ambroise-Auguste Liébault, Alfred Binet e Pierre Janet entre outros, que foram traduzidas para o inglês no fim do século XIX e influenciaram também os Estados Unidos. Também em 1907 foi publicado pela primeira vez o Journal of Abnormal Psychology, introduzindo assim esse novo termo. Vários psicólogos clínicos fundarem em 1917 a Associação Americana de Psicologia Clínica (American Association of Clinical Psychology) que em 1919 fundiu-se com a APA (American Psychological Association, Associação Psicológica Americana), da qual tornou-se a seção clínica[1].
Também aluno de Wundt foi o psiquiatra Emil Kraeplin (1856-1926), que procurou transferir o método científico experimental para questões psiquiátricas, opondo-se à abordagem especulativa típica da psicopatologia de então e dando assim grande impulso à psicologia clínica. Um outro médico de lígua alemã, o vienense Sigmund Freud, discípulo de Breuer, foi também de grande importância para o desenvolvimento da disciplina: seu trabalho gerou novas teorias psicológicas para os transtornos mentais, livrando a psicoterapia do monopólio médico. Apesar de também ele ser médico, formado nas técnicas das ciências naturais, Freud seguiu um caminho diferente do de Kraeplin, o de uma psicologia interpretativa. Esses dois médicos representam de certa forma as duas grandes correntes até hoje representadas na psicologia clínica: de um lado a psicologia clínica empírica, de outro uma psicologia de base mais hermenêutica[1].
Ao lado da psicanálise e de outras escolas dela derivadas desenvolveram-se nos anos de 1940-1950 novas abordagens psicoterapêuticas que dariam à psicologia clínica de modo geral e à psicoterapia de modo particular uma nova face. Em 1942 Carl Rogers publicou seu livro Counseling and Psychotherapy que abriu o caminho da sua abordagem centrada na pessoa, também origem de várias escolas psicoterpêuticas; um pouco mais tarde, nos anos 50, surgiu sobre a base do behaviorismo a terapia comportamental[1].

ESTRUTURA

A psicologia clínica possui uma área de atuação muito vasta, de forma que parece conveniente tratar suas diferentes áreas em artigos específicos:
· Transtorno mental - oferece uma definição do conceito uma visão geral a respeito dos transtornos mentais: classificação, epidemiologia, etiologia e análise de fatores determinates
· Psicodiagnóstico - uma introdução às técnicas para aquisição de informações psicológicas relevantes;
· Intervenção psicológica - oferece uma visão geral das diferentes formas de intervenção disponíveis, entre as quais a psicoterapia desempenha um papel preponderante
· Ética em psicologia clínica - que oferece uma visão geral das questões éticas envolvendo o trabalho clínico em geral e clínico-psicológico em particular.
· Psicologia da reabilitação - área específica da psicologia clínica que se dedica ao acompanhamento e reinserção da pessoa no seu quotidiano após um tratamento prolongado, quer de doença física, quer de transtorno mental.

REFÊRENCIAS

1. ↑ a b c d e Perrez, Meinrad & Baumann, Urs (2005). Lehrbuch klinische Psychologie - Psychotherapie, 3. Aufl. Bern: Huber.
2. ↑ Kring, Ann; Davison, Gerald C.; Neale, John M. & Johnson, Sheri (2006). Abnormal psychology, 10th ed. New York: Willey.
3. ↑ Eysenk, Hans J. (Eds.) (1973). Handbook of Abnormal Psychology, 2nd ed. London: Pitman.
4. ↑ Taylor, E. (2000). "Psychoterapeutics and the problematic origins of clinical psychology in America. American Psychologist, 55, 1029-1033.

sexta-feira, 9 de abril de 2010