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domingo, 30 de maio de 2010

TEORIA E TÉCNICA PSICANALITICA



Magali Moreira Pinto Ramalho
Sergio José Machado
Juliane da Rosa Oliveira
Prof. Juçara Clemens

Faculdade Metropolitana de Blumenau – FAMEBLU

TEORIA E TÉCNICA PSICANALITICA

Introdução ao blog:
Esse é o blog de psicologia clínica que tem o intuito de, passar informações de como a psicologia clínica acontece na prática, tirar dúvidas sobre o assunto e passar links de outros blogs e sites para quem procura sempre saber um pouco mais.
A fim de um entrosamento, com as demais turmas do curso de psicologia, nós da PSI-23, buscamos parceria no blog de psicologia clínica da turma PSI-21, 1º SEMSTRE, ANO 2010, que muito nos honrou, por essa possibilidade de parceria, e com isso apresentamos o nosso objetivo proposto na disciplina de psicanálise orientada por nossa professora Juçara Clemens.

Sobre o livro: Édipo: O Complexo da Qual nenhuma Criança Escapa:

Esse livro é um importante instrumento para quem deseja trabalhar na área de psicologia clínica seguindo a linha de psicanálise, pois, com ele, se pode desvendar algo que é considerado uma parte muito importante da identidade humana: a identidade sexual de homem e de mulher. Descubra como a nossa sexualidade é construída e de como essa descoberta pode ser a origem de nossos sofrimentos psíquicos.
A identidade sexual é construída a partir de nossa infância. Quando uma criança está mais ou menos com quatro anos ela está numa fase chamada fase edipiana. Nessa fase ela não escapa de um turbilhão de sensações que sentem em relação aos seus genitores e cuidadores.
As crianças podem sentir as tais sensações e desejos sexuais, mas não podem efetuar as ações de seus desejos. Isso faz com que na idade adulta, as pessoas busquem inconscientemente por outras pessoas que despertem seu desejo, mas a satisfação nunca será completa, pois, encontram apenas uma parte do que desejavam. O objeto verdadeiro de nosso desejo, ainda são nossos genitores!
O livro, trás termos que são adotados na filosofia, na psicologia e na psicanálise.

Édipo. O complexo do qual nenhuma criança escapa/ J.-D. Nasio;Tradução de Andre Telles- Rio de Janeiro: Zahar Jorge; Ed 2007

Glossário
Agora convidamos a todos que estão visitando esse blog para verem o glossário do livro que preparamos para melhor esclarecer sobre alguns conceitos psicanalíticos. Nesse glossário poderão tirar suas dúvidas sempre quando necessário e melhor compreenderem sobre o complexo de Édipo.

Castração, complexo de: Termo derivado do latim castratio e surgido no fim do século XIV para designar a operação pela qual um homem ou um animal é privado de suas glândulas genitais, condição de sua reprodução. Sendo assim, é sinônimo do termo emasculação, mais recente, que o uso contemporâneo tende a privilegiar para designar a remoção real dos testículos. A palavra ovariectomia é empregada para designar a retirada dos ovários.
Sigmund Freud denominou complexo de castração o sentimento inconsciente de ameaça experimentado pela criança quando ela constata a diferença anatômica entre os sexos. (Plon, Roudinesco, 1998, p. 105).

Desejo: Termo empregado em filosofia, psicanálise e psicologia, para designar, ao mesmo tempo, a propensão, o anseio, a necessidade, a cobiça ou o apetite, isto é qualquer forma de movimento em direção a um objeto cuja atração espiritual ou sexual é sentida pela alma e pelo corpo.
Em Sigmund Freud, essa idéia empregada no contexto de uma teoria do inconsciente para designar, ao mesmo tempo, a propensão e a realização da propensão. Nesse sentido, desejo é a realização de um anseio ou voto (Wunch) inconsciente.
Segundo essa formulação freudiana clássica emprega-se como sinônimas de desejo das palavras alemãs wunscherfüllung e wunschbefriedigung e a expressão inglesa wish fulfliment (desejo no sentido da realização ou satisfação de um anseio inconsciente).
Entre os sucessores de Freud, somente Jacques Lacan conceituou a ideia de desejo em psicanálise a partir da tradição filosófica, para dela fazer a expressão de uma cobiça ou um apetite que tendem a se satisfazer no absoluto, isto é, fora de qualquer realização de um anseio ou de uma propensão. Segundo essa concepção lacaniana,empregam-se em alemão a palavra begierde e em inglês a palavra desire (desejo no sentido de desejo de um desejo). (Plon, Roudinesco, 1998, p. 146).

Édipo, complexo de: Correlato do complexo de castração e da existência da diferença sexual e das gerações.
O complexo de Édipo é uma noção tão central em psicanálise quanto a universalidade da interpretação do incesto a que está ligado. Sua invenção deve-se a Sigmund Freud que passou através do vocábulo Odi puskomplex, num complexo ligado ao personagem de Édipo, criado por Sófocles.
O Complexo de Édipo é a representação inconsciente para qual se exprime desejo sexual ou amoroso da criança pelo genitor do sexo oposto e sua hostilidade para com o genitor do mesmo sexo.
Essa representação pode inverter-se e exprime o amor pelo genitor do mesmo sexo e o ódio pelo sexo oposto. Chama-se Édipo à primeira representação, Édipo invertido a segunda e Édipo completo a mescla das duas. O complexo de Édipo aparece entre os 3 5 ano, seu declínio marca a entrada num período de latência e sua resolução após a puberdade caracteriza-se num novo tipo de escolha de objeto.
Na história da psicanálise a palavra Édipo acabou substituindo a expressão complexo de Édipo. Nesse sentido, o Édipo designa ao mesmo tempo o complexo definido por Freud e o mito fundador sobre o qual repousa a doutrina psicanalítica como educação das relações do ser humano. Com suas origens e sua genealogia familiar histórica. (Plon, Roudinesco, 1998, p. 166).


Falo: Diversas palavras são empregadas para designar o órgão masculino. Se a palavra pênis fica reservada ao membro real, a palavra falo, derivada do latim, designa esse órgão mais no sentido simbólico ao passo que denominamos de itifálico (do grego ithus, reto) o culto do falo como símbolo do órgão masculino em ereção.in.vestido de suprema potência,tanto na celebração dos antigos mistérios quanto em diversas religiões pagãs ou orientais,os deuses itifálicos e o falo foram rejeitados pela religião monoteísta, que considerava que eles remetiam a um período bárbaro da humanidade,caracterizado por práticas orgíacas.
O termo falo, portanto, só muito raramente foi empregada por Sigmund Freud, a propósito do fetichismo ou da renegação, e muitas vezes como sinônimo de pênis. Em contra partida, o adjetivo “fálico” ocupa um grande lugar na teoria freudiana da libido única (de essência masculina), na doutrinada sexualidade feminina e da diferença sexual e, por fim, na concepção dos diferentes estágios (oral,anal,fálico e genital). O falocentrismo freudiano foi objeto de uma vasta discussão, tanto no interior do movimento psicanalítico onde Melanie Klein Ernet Jone e a escola inglesa contestaram o movimento sexual em prol de um dualismo, quanto entre as feministas, que viram nessa doutrina a expressão de um ”falocratismo” ou de um “falogocentrismo”. (Plon, Roudinesco, 1998, p. 221).

Fantasia: Termo utilizado por Sigmund Freud, primeiro no sentido corrente que a língua alemã lhe confere (fantasia ou imaginação), depois como um conceito, a partir de 1897. Correlato da elaboração da noção de realidade psíquica e do abandono da teoria de sedução designa a vida imaginária do sujeito e a maneira como este representa para si mesmo sua história de suas origens: fala-se então da fantasia originária.
Em francês palavra fantasme foi forjada pelos primeiros tradutores da obra freudiana, num sentido conceitual não relacionando com a palavra (vernácula) fantasie. Deriva do grego phantasma (aparição, transformada em “fantasma” no latim) e do adjetivo fantasmatique [fantasmático], outrora próximos, por sua significação de fantomatique [fantasmal, fantasmagórico]
A escola Kleiniana criou o termo phantasy (phantasia) ao lado de fantasy. No Brasil também se usa “fantasma”. (Plon, Roudinesco, 1998, p. 223).

Fobia: Termo derivado do grego phobos e utilizado na língua francesa como sufixo, para designar o pavor de um sujeito em relação a um objeto, um ser vivo ou uma situação.
Tal como utilizado em psiquiatria por volta de 1870, como substantivo, o termo designa uma neurose cujo sintoma central é o pavor contínuo e imotivado que afeta o sujeito, frente a um ser vivo, um objeto ou uma situação que, em si mesmos, não apresentam nenhum perigo real.
Em psicanálise, a fobia é um sintoma, e não uma neurose, donde a utilização da expressão histeria de angústia em lugar da palavra fobia. Introduzida por Wilhelm Stekel em 1908 e retomada por Sigmund Freud, a histeria de angústia é uma neurose de tipo histérico, que converte uma angústia num terror imotivado, frente a um objeto, um ser vivo ou uma situação que não apresentam em si nenhum perigo real. (Plon, Roudinesco, 1998, p. 243).

Foraclusão: Conceito forjado por Jaques Lacan para designar um mecanismo específico da psicose, através do qual se produz a rejeição de um significante fundamental para fora do universo simbólico do sujeito. Quando essa rejeição se produz, o significante é foracluído. Não é integrado no inconsciente, como no recalque, e retorna sob forma alucinatória no real do sujeito. No Brasil também se usam “forclusão”, “repúdio”, “rejeição” e “preclusão”. (Plon, Roudinesco, 1998, p. 245).

Gozo: Raramente utilizado por Sigmund Freud, o termo gozo tornou-se um conceito na obra de Jaques Lacan.
Inicialmente ligado ao prazer sexual, o conceito de gozo implica a idéia de uma transgressão da lei: desafio, submissão ou escárnio. O gozo, portanto, participa da perversão, teorizada por Lacan como um dos componentes estruturais do funcionamento psíquico, distinto das perversões sexuais.
Posteriormente, o gozo foi repensado por Lacan no âmbito de uma teoria da identidade sexual, expressa em formulas da sexuação que levaram a distinguir o gozo fálico do gozo feminino (ou gozo dito suplementar). (Plon, Roudinesco, 1998, p. 299).

Identificação: Termo empregado em psicanálise para designar o processo central pelo qual o sujeito se constitui e se transforma, assimilando ou se apropriando, em momentos-chave de sua evolução, dos aspectos, atributos ou traços dos seres humanos que o cercam. (Plon, Roudinesco, 1998, p. 363).

Incesto: Chama-se incesto a uma relação sexual, sem coerção nem violação, entre parentes consangüíneos ou afins adultos (que tenham atingido a maioridade legal), no grau proibido pela lei que caracteriza cada sociedade: em geral entre mãe e filho, pai e filha, irmão e irmã. Por extensão, a proibição pode estender-se às relações sexuais entre tio e sobrinha, tia e sobrinho, padrasto e enteada, madrasta e enteado, sogra e genro, sogro e nora. (Plon, Roudinesco, 1998, p. 372).

Metapsicologia: Termo criado por Sigmund Freud, em 1896, para qualificar o conjunto de sua concepção teórica e distingui-la da psicologia clássica. A abordagem metapsicológica consiste na elaboração de modelos teóricos que não estão diretamente ligados a uma experiência prática ou uma observação clínica; ela se define pela consideração simultânea do ponto de vista dinâmico. Tópico e econômico. (Plon, Roudinesco, 1998, p. 511).


Psicose: Termo introduzido em 1845 pelo psiquiatra austríaco Ernst von Feuchtersleben (1806-1849) para substituir o vocábulo loucura e definir os doentes da alma numa perspectiva psiquiátrica. As psicoses opuseram-se, portanto, as neuroses consideradas como doenças mentais da alçada da medicina, da neurológica e, mais tarde, da psicopatia. Por extensão, o termo psicose designou inicialmente o conjunto das chamadas doenças mentais, fossem elas orgânicas (como a paralisia geral) ou mais especificamente mentais, restringindo-se depois às três grandes formas modernas da loucura: esquizofrenia, paranóia e psicose maníaco depressiva. A palavra surgiu na França em 1869.
Retomado por Sigmund Freud como um conceito a partir de 1894, o termo foi primeiramente empregado para designar a reconstrução inconsciente por parte do sujeito, de uma realidade delirante ou alucinatória ou alucinatória. Em seguida inscreveu-se no interior de uma estrutura Tripartite, na qual se diferencia da neurose, por um lado, e de perversão, por outro. (Plon, Roudinesco, 1998, p. 621).

Supereu: Conceito criado por Sigmund Freud para designar uma das três instâncias da segunda tópica, juntamente com o eu e o isso. O supereu mergulha suas raízes no isso e, de uma maneira implacável, exerce as funções de juiz e censor em relação ao eu. No Brasil também se usa “superego”. (Plon, Roudinesco, 1998, p. 745).

Referencias:

NASIO, Juan-David. Édipo: O Complexo do Qual Nenhuma Criança Escapa. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed, 2007.
PLON, Michael; ROUDINESCO, Elisabeth. Dicionário de Psicanálise. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed, 1998.

sábado, 29 de maio de 2010

PRÁTICA EDUCATIVA

CENTRO UNIVERSITÁRIO LEONARDO DA VINCI
FACULDADE METROPOLITANA DE BLUMENAU
CURSO: PSICOLOGIA
Disciplina: Teoria e Técnica Psicanalíticas
Professor: Juçara Clemens
Alunos: Erlan Augusto Nones
Marta Aline Mette
Sabrina Tezerinha Bailer
Simone Cristina T. Froza





PRÁTICA EDUCATIVA






1. INTRODUÇÃO

O Complexo de Édipo que é retratado no Livro Édipo: O complexo do qual nenhuma criança escapa de Juan David Násio, é um conceito muito importante para a Psicanálise.
A conflitiva edípica como também é chamada essa fase, é como um ritual de passagem que acontece tanto como os meninos quanto com as meninas e também com os pais que estão intimamente ligados a esse acontecimento.

Em atendimentos em clínica possivelmente iremos nos deparar com muitos pacientes com problemas derivados desse processo mau resolvido e que acarretara dificuldades para o indivíduo em sua vida social. Tanto pode estar mau resolvido para a criança quanto para os pais.

Quando esse processo não é concluído com êxito, esse menino ou menina, não se dessexualiza de seus pais e ambos ficam presos nessa etapa da vida. Não que ambos não consigam mais viver, mas a seqüência de atos e acontecimentos que se passarão ao longo do tempo, demonstrarão / apresentarão dificuldades que no fundo estão ligados ao desfecho do Complexo de Édipo.

2. RESUMO DO LIVRO

O livro Édipo: O complexo do qual nenhuma criança escapa do autor Juan David Násio, trata de um assunto que é um dos pilares da psicanálise e um tema muito polêmico para a sociedade. O Édipo é uma fase que se passa na vida de todas as crianças, por volta dos três aos cinco anos, no mundo inteiro que independe da cultura, cor, etnia e instrução religiosa. Todas as crianças irão passar por esta fase e de acordo com seus eventos, irão criar marcas que ficarão em seu psiquismo para todo o sempre.
O livro nos traz de uma maneira simples e fácil entendimento, como acontecem todas as fases do Édipo tanto para o menino quanto para a menina, que tem seu início no íntimo da crianças quando ela começa a sentir suas primeiras excitações, o apego à mãe, a descoberta e a importância do Falo, as novas direções das pulsões sexuais, também como toda a parte fantasiosa que podemos citar em relação aos desejos dos filhos para com os pais conhecido como incesto.
Conseguimos visualizar que o menino entra diretamente no Édipo e começa a despertar um certo desejo pela sua mãe criando fantasias incestuosas. Já a menina passa por uma fase pré-edipiana antes de entrar no Édipo propriamente dito, mas ela também tem fantasias e desejos incestuosos. No desenvolvimento do Édipo que podemos colocar como saudável, o fechamento seria ambos, menino e menina, buscarem outros parceiros para satisfazer suas fantasias.
Como o próprio autor nos coloca, “A crise que nenhuma criança escapa” deixou suas marcas em todos nós.

3. GLOSSÁRIO

Convidamos você leitor do blog para leitura de nosso glossário.

No atendimento clínico acontecem muitas situações, algumas delas ligadas ao Complexo de Édipo e da passagem dele na vida de cada paciente. O autor Násio no livro Édipo: o complexo que nenhuma criança escapa aborda a conflitiva edípica explicando todos os pontos. Para uma busca rápida e uma compreensão ainda mais fácil trazemos abaixo um glossário com as principais palavras e expressões sobre este conteúdo.

Crise edipiana: É um insuportável conflito entre o prazer erótico e o medo, entre a exaltação de desejar e o medo de se consumir nas chamas do desejo.
(Nasio, 2007, p.10)

Édipo: É a dolorosa e primeira passagem de um desejo selvagem para um desejo socializado, e a aceitação igualmente dolorosa de que nossos desejos jamais serão capazes de se satisfazer totalmente.
(Nasio, 2007, p.12)

Falo: Não é o pênis enquanto órgão. O falo é o pênis fantasiado, idealizado, símbolo de onipotência e de seu avesso, a vulnerabilidade.
(Nasio, 2007, p.22)
Representação do pênis que alguns povos antigos adoravam como símbolo da fecundidade da natureza.
(Michaelis, 2008, p.384)

“Fase fálica”: Freud chama esta fase em que a sexualidade infantil permanece polarizada no Falo.
(Nasio, 2007, p.23)

“Dor da humilhação”: É sentir-se vitima de uma injustiça e julgar a auto-imagem ferida.
(Nasio, 2007, p.52)

Histeria de amor: Consiste em uma rejeição do laço amoroso. A mulher inteiramente tomada pelo pai fantasiado não consegue empreender uma relação amorosa duradoura; todos os seus receptores de amor estão saturados pela onipresença paterna.
(Nasio, 2007, p.60)

Voyeurismo: Alcance da excitação sexual apenas pela observação de cópula praticada por outros ou pela observação dos órgãos genitais de outra pessoa.
(Michaelis, 2008, p.924)
Prática que consiste num indivíduo conseguir obter prazer sexual através da observação de outras pessoas. Essas pessoas podem estar envolvidas em atos sexuais, nuas, em roupa interior, ou com qualquer vestuário que seja apelativo para o indivíduo em questão, o voyeur. A prática do voyeurismo manifesta-se de várias formas, embora uma das características-chave é que o indivíduo não interage com o objeto (por vezes não cientes de estarem sendo observados); em vez disso, observa-o tipicamente a uma relativa distância, talvez escondido, com o auxílio de binóculos, câmeras, etc., o que servirá de estímulo para a masturbação, durante ou após a observação. Pessoas que chegam ao prazer observando pessoas nuas ou relações sexuais, sem o consentimento dos envolvidos. O risco provoca a excitação. Muitos voyeuristas masturbam-se enquanto assistem.
(Wikipédia, a enciclopédia livre. Voyeurismo. Disponível em: http://pt.wikipedia.org/wiki/Voyeurismo Acessado em: 13/05/2010)

Narcisismo: Por referência ao mito de Narciso, é o amor pela imagem de si mesmo.
(Laplanche, 2001, p. 287)

Recalcamento: Uma fixação das representações recalcadas no solo do inconsciente e um tapume energético que o pré-consciente e o consciente erguem contra a pressão de energia livre oriunda do inconsciente.
(Nasio, 1999, p. 38)

Fobia: Pavor de um sujeito em relação a um objeto, um ser vivo, ou uma situação. Em Psicanálise, a fobia é um sintoma e não uma neurose, donde a utilizalção da expressão de histeria de angústia em lugar de fobia.
(Roudinesnco, 1998, p. 43)

Neurose: Afecção psicogênica em que os sintomas são a expressão simbólica de um conflito psíquico que tem raízes na história infantil do sujeito e constituí compromissos entre o desejo e a defesa.
(Laplanche, 2001, p. 296)

“Angústia da Castração”: É o medo e a dificuldade que surgem para o menino no momento de escolher entre o falo, pênis fantasiado, e sua mãe.
(Nasio, 1999, p. 68)

Transferência: É uma repetição bem particular, em lugar rememorar o passado, o analisando o repete como uma experiência vivida no presente do tratamento analítico, ignorando que se trata de uma repetição.
(Nasio, 1999, p. 85)

4. REFERÊNCIAS

Michaelis. Dicionário prático da língua portuguesa. – São Paulo: Companhia Melhoramentos, 2008.

Nasio, Juan David. Édipo: O complexo do qual nenhuma criança escapa. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2007.

Wikipédia, a enciclopédia livre. Voyeurismo. Disponível em: http://pt.wikipedia.org/wiki/Voyeurismo Acessado em: 13/05/2010

Nasio, Juan David. O prazer de ler Freud. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1999.

Melhoramentos minidicionário da língua portuguesa. São Paulo: Companhia Melhoramentos, 1997.

Laplanche, Jean. Vocabulário da Psicanálise. São Paulo: Martins Fontes, 2001.

Roudinesco, Elisabeth. Dicionário de Psicanálise. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1998.

Sociedade dos Poetas Mortos

título original: (Dead Poets Society)
lançamento: 1989 (EUA)
direção:Peter Weir
atores:Robin Williams, Robert Sean Leonard, Ethan Hawke, Josh Charles.
duração: 129 min
gênero: Drama
status: Arquivado


Em 1959, John Keating (Robin Williams) volta ao tradicionalíssimo internato Welton Academy, onde foi um aluno brilhante, para ser lecionar de Inglês.
No ambiente soturno da respeitada escola, Keating torna-se uma figura polêmica e mal vista, pois começa a despertar nos alunos a paixão pela poesia, pela arte e a rebeldia contra as convenções sociais.
Os estudantes ressuscitam a "Sociedade dos Poetas Mortos", a comunidade fundada por Keating em seu tempo de colegial que é dedicada ao culto da poesia, do mistério e da amizade.
A tensão entre disciplina e liberdade vai aumentando, os pais dos alunos são contra os novos ideais que seus filhos descobriram, e o conflito leva à tragédia.

sexta-feira, 28 de maio de 2010

GLOSSÁRIO - Édipo o complexo que nenhuma criança escapa.

GLOSSÁRIO
Édipo o complexo que nenhuma criança escapa.

Cleusa Danker
Daiane Mass
Daiane Pasquali
Maira Tartare
Prof. Juçara Clemens
Centro Universitário Leonardo da Vinci-UNIASSELVI
Psicologia(PSI23)-Teoria e Técnicas Psicanalíticas
27/05/10


RESUMO

O complexo de Édipo é considerado uma das bases fundamentais da psicanálise, chama-se por complexo de Édipo, um determinado período desenvolvimento sexual da criança, que ocorre aproximadamente aos três anos de idade, nesta fase ela volta seu desejo ao Outro, representado pelos pais do sexo oposto. Freud retirou da mitologia grega, da história de Sófocles, o termo Édipo por sua semelhança com o que ocorre nessa etapa do desenvolvimento, na história Édipo filho do rei de Tebas, Laio, mata seu proprio pai sem saber que era seu filho e toma Jocasta sua mãe como esposa, assim como o herói de Sófocles nossa criança estará dividida entre o desejo incestuoso pelo pai do sexo oposto e o desejo de afastar o pai do mesmo sexo. Objetivando este glossário pretendemos proporcionar um apoio aos acadêmicos do curso de psicologia esclarecendo as expressões que futuramente poderam fazer parte de seu vocabulário em nível profissional, e nas produções de artigos e trabalhos científicos.

1 O ÉDIPO E A PSICOLOGIA CLÍNICA

A psicanálise clinica vê a passagem pelo complexo de Édipo com ponto primordial na estruturação da identidade sexual do ser humano é nesse período que nos deparamos com as regras que nos permitem viver em sociedade nossa desenvoltura nos nossos relacionamentos na sociedade depende do rumo em que a resolução dessa fase toma.

Quanto à análise escutar um paciente é fazer esse caminho inverso no tempo que nos leva a criança edipiana, e que nos conta a história dela, ou nos mostra seu andamento, e ver o Édipo como uma forma dinâmica que se recusa a sucumbi por completo e que por isso retorna em nossas relações.


2 GLOSSARIO


Afeto – em termos gerais designa os sentimentos e emoções. Considera-se que o afeto nem sempre está ligado à idéia (recordação/representação).

Angustia – Reação emocional intensa como resposta a um perigo real ou imaginário (angustia automática). Na Psicanálise essa angustia automática é resultado de um fluxo incontrolável de excitações de origem interna ou externa.

Complexo de castração – Ao perceber que há pessoas que não possuem pênis, o menino começa a temer a perda de seu próprio. Sente isso como uma ameaça paterna por sua atividades sexuais e seus desejos incestuosos. A menina sente a ausência de pênis como uma perda já consumada e procura de alguma forma compensa-la.

Complexo de Édipo - È uma das fases de desenvolvimento sexual, que se da na segunda infância aproximadamente a partir dos 3 anos de idade, quando a criança atinge o período sexual Fálico voltando sua energia libidinosa aos pais ou cuidadores que correspondem ao sexo oposto desta, seu desejo se focará em possuir, ser possuído e eliminar ou afastar o pai do sexo oposto, esta etapa será vivenciada de formas diferentes entre meninos e meninas.

Complexo de privação – Ocorre quando a menina vê um corpo nu de um menino e constata comparando-se a ele que é desprovida de um pênis como também da potencia que ele representa, isto é, o Falo.

Complexo de masculinidade – Ocorre quando a mulher em idade adulta não se considera “castrada”, mas julga-se onipotente detentora de um Falo, que em atitude de desafio acentua seus traços masculinos podendo tornar-se assim até mais viril que o homem.

Desejo incestuoso – É o desejo imaginário que não se consome, em que se toma por objeto um dos pais com o objetivo não de obter prazer físico mas gozo.

Édipo do menino – Neste período, o menino vê o pênis como seu objeto mais amado que é considerado como Falo, ele vive atravez dessa zona erógena o impulso de se dirigir ao outro, que no caso serão os próprios pais, para aplacar o desejo ele criará fantasias em relação ao seu objeto de desejo a mãe (ou pai),no entanto ele também criará fantasias de angustia ao se deparar com um corpo feminino nu em que notará a ausência do pênis Falo, temendo assim ser punido por seus desejos com a “Castração” que executada pelo pai lhe roubaria seu objeto mais amado.

Édipo da menina – Após passar pelo período pré-edipiano a menina se volta par o pai que possui o Falo lhe pedindo que esse lhe ceda, mas este se recusa a dar-lhe o que pede, então ela lhe pede para ser seu Falo ser possuída por ele, é também neste momento que a menina se reconcilia com a mãe no intuito de se aproximar dela e assimilar seus comportamentos femininos e seduzir o pai , este lhe nega novamente não lhe aceitando como “mulher”, frustrada a menina tenta entoa tomar o pai para si se tornando ele, se apoderando assim de todos seus traço de comportamento possíveis para si.

Édipo invertido – É a atração sexual de uma criança pelo pai do mesmo sexo.
Falo – É a fantasia de onipotência, força ou vulnerabilidade que a criança atribui ao pênis este não como órgão mas como símbolo por ser um apêndice visível .

Fantasia – É o uma imagem frequentemente consciente, direcionada a satisfazer o desejo incestuoso impossível ou qualquer desejo.

Fantasia de ser possuído – é quando o menino sente prazer em seduzir um adulto no intuito de tornar-se seu objeto.

Fantasia de possessão – É a expressão do desejo incestuoso de possuir o outro que no menino se apresenta como desejo de possuir a mãe.

Fantasia de sedução – é uma cena fantasiada da criança onde ela é seduzida ou pelos pais ou cuidadores, sem que por isso tenha sido vitima de um abuso sexual.

Fantasia de suprimir o outro – É o desejo de destruir o outro para obter prazer sexual, este desejo está ligado no menino com a rivalidade com o pai.

Fobia – É o resultado de um trauma por abandono se já real ou imaginário que provoca imensa aflição na criança e também resultado da projeção da angustia de castração sobre mundo externo.

Fobia masculina – É o retorno quando adulto da fantasia de angustia de ser abandonado pelo pai repressor.

Gozo – Seria a sensação obtida atravez de uma relação sexual entre criança e seu genitor (pai ou mãe) em total fusão.

Histeria – É o resultado de quando uma criança experimenta durante um contato excessivamente sensual com o adulto de quem depende, um intenso e sufocante prazer.

Histeria de conversão – Tem com resultado uma concentração inconsciente no corpo provocando assim uma disfunção somática (enxaqueca, vertigem,dores...)

Histeria feminina – Nesse caso de histeria a mulher se vê como uma menina que não e digna de interrese ou de amor, conforma-se com sua sorte com amargor e tristeza.

Histeria masculina – É o retorno da fantasia de angustia de ser assediado pelo pai sedutor.

Histeria de rebelião – É acionada pelo retorno já adulta da angustia infantil de ser seduzido por um dos genitores em particular o do mesmo sexo .Se manifesta por comportamentos reativos de revolta permanente.

Inveja do Falo – Ocorre quando a menina percebe que não possui o órgão peniano, perde a ilusão da premisa universal do Falo, e sente vontade de te-lo mas não é o pênis em si que ela quer, mas a ilusão de potencia.

Identificação – Na parte da resolução do Édipo da menina, uma vez que a menina não pode ser objeto sexual do pai ela passa a desejar ser com ele e assim o dessexualiza matando o pai fantasiado quando o incorpora no Eu, assim ela enche-se de comportamentos, gestos, gostos, e até mesmo desejos morais que caracterizam o pai real. No menino ocorrerá que ele assimilará essas características como prova de virilidade e como parte dos comportamentos masculinos, essa identificação se firmará ainda mais na adolescência.

Libido – É uma energia sexual voltada para obtenção de prazer, pois toda busca por afeto ou prazer é erótica ou sensual, essa energia desempenha o papel de mobilizar o organismo para perseguir seus objetivos, portanto não esta ligada apenas a pratica sexual, mas a obtenção do prazer do individuo.

Neurose Mórbida e patológica – Manifesta-se por sintomas recorrentes, e tem origem nos traumas vividos no durante o período do Édipo.

Neurose ordinária – Tem origem nas fantasias edipianas de prazer e angustia por serem mal recalcadas é vivenciada no dia-a-dia como resultado do conflito com as criaturas que amamos intimamente por que continuamos a deseja-las .

Obsessão – Trauma que remete a maus-tratos reais ou imaginários, que infligem uma dolorosa humilhação na criança, resulta ainda do deslocamento da angustia de castração que passa do inconsciente para o consciente e se cristaliza em culpa.

Obsessão masculina – É o retorno da fantasia de angustia de ser maltratado e humilhado pelo pai rival.

Pai Imaginário – Terceiro papel do pai desempenhado no Édipo segundo Lacan, é o pai que por separa a criança da mãe impondo-lhe a lei do interdito do incesto torna-se respeitado como todo-poderoso, odiado como rival, e invejado como detentor do Falo e o único possuidor da mãe.

Pai real - Segundo papel desempenhado pelo pai no Édipo segundo Lacan, o pai é agente separador que dissocia mãe e filho ao proibir um ao Outro de se considerarem objeto de desejo.

Pai simbólico – Segundo Lacan esse é o primeiro dos três papeis que o pai desempenhará no Édipo, desempenha papel de figura abstrata da Lei que preserva o mundo do caos que aconteceria se um incesto fosse consumado.

Pré-Édipo – Fase anterior ao Édipo da menina, na qual a menina possui um a só desejo que é o de possuir a mãe, essa fase se conclui quando ao ver um corpo masculino nu, ela percebe que não possui um pênis e se decepciona, acaba por perceber que a mãe também não possui o pênis Falo e que não poderá o da-lo.

Premisa universal do Falo – É a fantasia que a criança tem de que todo ser ou criatura possui um Falo e, portanto é revestida de força e onipotência.

Transmissão transgeracional – Alguns traumas edipianos podem ser passados inconscientemente do cuidador a criança, este cuidador acaba projetando a angustia de um choque traumático nesta criança, que vivenciará o mesmo não tendo sofrido ela própria o trauma.

3 REFERENCIAS


LEITE, Cerqueira, M. Ruth. Glossário com termos psicanalíticos. Cefetsp@, São Paulo, Folha de São Paulo, Folhetim 23, set. 1979.Disponível em:http://www.cefetsp.br/edu/eso/filosofia/glossariofreud.html.

NASIO, Juan.-David.Édipo O complexo que nenhuma criança escapa,Rio de Janeiro:Zahar,2008.

FREIRE, Danilo. O mito Édipo rei. Filosofojr@. 30, set. 2008. Disponível em: http://filosofojr.wordpress.com/2008/09/30/o-mito-de-édipo-rei/.

quinta-feira, 27 de maio de 2010

Complexo de Édipo.

Alunas: Fernanda Malichesk, Franscielle Melin Fiamoncini e Jenyfeer Tamira Carvalho Uler.
Livro: Édipo: O complexo do qual nenhuma criança escapa.
Autor: J.D. Nasio

Vamos então abrir um espaço para a Psicanálise neste blog, e falemos sobre o Complexo de Édipo.

Este livro explora um tema polêmico e que pode ser considerado um dos conceitos cruciais da psicanálise, pois uma vez que o conjunto de sentimentos que uma criança experimenta durante essa experiência sexual que é chamada de complexo de Édipo é, na visão psicanalítica, o modelo que é utilizado para pensar o adulto que se é hoje.

Com 20 livros publicados pela editora Zahar, Nasio se destaca pela clareza e objetividade com que consegue transmitir, inclusive para leigos, conceitos complexos da psicanálise de uma forma bem didática, trazendo muitos exemplos nos quais podemos vivenciar em nosso cotidiano.


Convido você, leitor deste blog, para que prestigie a leitura do livro Édipo: O complexo do qual nenhuma criança escapa, e que junto entremos em detalhes sobre alguns termos que J.-D. Nasio cita no decorrer do livro, Para melhor compreensão de conceitos e termos utilizados pela Psicologia e a Psicanálise. Abaixo segue algumas palavras do livro, com seus respectivos significados, para melhor entendimento no decorrer de sua leitura.

Psicanálise: “Termo criado por Sigmund Freud, em 1896, para nomear um método particular de psicoterapia (ou terapia pela fala) proveniente do processo catártico (catarse) de Josef Breuer e pautado na exploração do inconsciente, com a ajuda da associação livre, por parte do paciente, por parte do psicanalista.
Por extensão, dá-se o nome de psicanálise:
1. ao tratamento conduzido de acordo com esse método.
2. À disciplina fundada por Freud (e somente a ela), na medida em que abrange um método terapêutico, uma organização clinica, uma técnica psicanalítica, um sistema de pensamentos e uma modalidade de transmissão do saber (analise didática, supervisão) que se apóia na transferência e permite formar praticantes do inconsciente.
3. Ao movimento psicanalítico, isto é, a uma escola de pensamento que engloba todas as correntes do freudismo.” (Roudinesco, Plon, 1998; p.603)

Complexo de Édipo: “É um desejo sexual próprio de um adulto, vivido na cabeçinha e no corpinho de uma criança de quatro anos e cujo objetivo são os pais.” (...) “É a primeira vez na vida que a criança conhece um movimento erótico de todo o seu corpo em direção ao corpo do outro.” (J.-D. Nasio, 2007; p 10)
(...)absorvida por um desejo sexual incontrolável, tem de aprender a limitar seu impulso e ajustá-lo aos limites de seu corpo imaturo, aos limites de sua consciência nascente, aos limites de seu meso e, finalmente, aos limites de uma Lei tácita que lhe ordena que pare de tomar seus pais por objetos sexuais.Eis então o essencial da crise edipiana: aprender a canalizar um desejo trasnbordante. (J.-D. Nasio, 2007; p 12)

Incesto: “Relações sexuais entre parentes próximos ou afins. Segundo, Freud, o incesto é sempre desejado inconscientemente.” (Roland Chemama, 1995; p.105).

Castração: “Em psicanálise, o conceito de “castração” não corresponde á acepção habitual de mutilação dos órgãos sexuais masculinos, mas designa uma experiência psíquica completa, inconscientemente vivida pela criança por volta dos cinco anos de idade, e decisiva para a assunção de sua futura identidade sexual.” (J.-D. Nasio, 1997; p. 33)

Falo: “O falo não é o pênis enquanto órgão. O falo é um pênis fantasiado, idealizado, símbolo da onipotência e de seu avesso, a vulnerabilidade. “(J.-D. Nasio, 2007; p.22)

Transferência: “Termo progressivamente utilizado por Sigmund Freud e Sandor Ferenczi (entre 1900 e 1909), para designar um processo constitutivo do tratamento psicanalítico mediante do qual os desejos inconscientes do analisando concernentes a objetos externos passam a repetir, no âmbito da relação analítica, na pessoa do analista, colocando na posição desses diversos objetos.” (Roudinesco, Plon, 1998; p.767)

Desejo: “Termo empregado em filosofia, psicanálise e psicologia para designar, ao mesmo tempo, a propensão, o anseio, a necessidade, a cobiça ou o apetite, isto é, qualquer forma de movimento em direção a um objeto cuja atração espiritual ou sexual é sentida pela alma e pelo corpo.
Em Sigmund Freud, essa idéia é empregada no contexto de uma teoria do inconsciente para designar, ao mesmo tempo, a propensão e a realização da propensão. Nesse sentido, o desejo é a realização de um anseio ou voto (wunsch) inconsciente.” (Roudinesco, Plon, 1998; p.146)

Narcisismo: “(...) não se define, de maneira alguma, por um simples voltar-se a si mesmo “amar a si mesmo”, mas por um “amar a si mesmo como objeto sexual”: o eu-pulsão sexual ama o eu-objeto-fantasiado-sexual.” (.-D. Nasio, 1999; p.58)

Angustia: “Afeto de desprazer maior ou menor, que se manifesta, em um sujeito, em lugar de um sentimento inconsciente, na espera de alguma coisa que não pode nomear.” (Roland Chemama, 1995; p.14).

Gozo: “Diferentes relações com a satisfação que um sujeito desejante e falante pode esperar e experimentar, no uso de um objeto desejado.” (Roland Chemama, 1995; p. 90).

Inveja: “(...) Designar um sentimento primário e inconsciente de avidez em relação a um objeto que se quer destruir ou danificar. “A inveja aparece desde o nascimento e é inicialmente dirigida contra o seio da mãe.” (Roudinesco, Plon, 1998; p.397)

Metapsicologia: “(...) consiste na elaboração de modelos teóricos que não estão diretamente ligados a uma experiência prática ou a uma observação clínica; ela se define pela consideração simultânea dos pontos de vista dinâmico, tópico e econômico.” (Roudinesco, Plon, 1998; p.511)

Psicose: “(...) designou inicialmente o conjunto das chamadas doenças mentais, fossem elas orgânicas (como a paralisia geral) ou mais especificamente mentais, restringindo-se depois ás três grandes formas modernas de loucuras: esquizofrenia, paranóia e psicose maníaco-depressiva.” (Roudinesco, Plon, 1998; p.621)

Supereu: “(...) Mergulha suas raízes no isso e, de uma maneira implacável, exerse as funções de juiz e censor em relação ao eu. No Brasil também se usa “superego”.” (Roudinesco, Plon, 1998; p.744)



Referências:

CHEMAMA, Roland. Dicionário da Psicanálise/ Roland Chemama; Trad. Francisco Franke Settineri – Porto Alegre; Artes Médicas Sul, 1995.DORON, Roland. FRANÇOISE, Parot. Dictionaire de Psychologie de Roland Doron e Françoise Parot – Tradução Odilon soares Leme- Presses Universitaires de France, 1991.

NASIO, Juan-David. O prazer de ler Freud. Rio de Janeiro: Jorge Zahar,1999.

NASIO, Juan-David. Édipo: o complexo do qual nenhuma criança escapa. Rio de Janeiro: Jorge Zahar,2007.

NASIO, Juan-David. Lições sobre os 7 conceitos cruciais da psicanálise. Rio de Janeiro: Jorge Zahar,1997

ROUDINESCO. Elisabeth. PLON, Michel. Dicionário de Psicanélise. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1998.

domingo, 23 de maio de 2010

O COMPLEXO DE ÉDIPO - Uma crise pela qual todos nós passamos

O COMPLEXO DE ÉDIPO
Uma crise pela qual todos nós passamos


1. RELAÇÃO, ÉDIPO COM A PSICOLOGIA CLÍNICA.

O complexo de Édipo para a filosofia é considerado um mito, mas quando diz respeito à psicologia pode servir como um bom instrumento para pensar o desenvolvimento de sexualidade infantil.

O Complexo de Édipo é um dos conceitos fundamentais da teoria e da clinica psicanalítica. A escuta dos pacientes é perspassada pela escuta do desenvolvimento psicossexual que ira se expressar no comportamento atual de casa pessoa.

2. RESUMO

O complexo de Édipo na visão psicanalítica é para o autor Nasio uma crise e matriz de nossa identidade sexual e dos desejos sexuais incontroláveis, esta crise ocorre durante a infância e em especial entre 3 a 4 anos de idade. O autor Nasio afirma que este foi um estudo desenvolvido por Freud para explicar sua teoria sobre o amor do filho por sua mãe e o desejo de morte (ódio) pelo pai. Freud compara seu estudo com um mito grego conhecido por Complexo de Édipo. Esta lenda conta que o filho casa - se com a mãe e mata seu pai, porém nem um deles tiveram o conhecimento que eram uma família. Freud ainda afirma que todos nos passamos por essa fase do desenvolvimento sexual infantil chamado Complexo de Édipo. Esse conceito de desejo incestuoso sobre nossos pais ocorre por processos que são diferentes entre os meninos e as meninas.

Para o menino a entrada para o Édipo é direta, neste período o menino começa a criar fantasias e desperta um olhar diferente sobre sua mãe, começa a vê – la com desejo sexual e cria fantasias com ela. Seu desejo é possuir e ser possuído pela mãe. Já para o pai ele cria uma fantasia de rivalidade, quer suprimir o corpo do pai. Ele tem como objetivo possuir e ser possuído pela mãe, no entanto tem o pai que os impedem. Ele procura prazer sexual no corpo daquele que já o ama e que despertam o seu desejo.

Sobre seu corpo ele acredita que todos são iguais e todos têm o órgão mais poderoso: o pênis. Onde o pênis, Falo, é um símbolo de potência, de orgulho e de prazer, porém ele percebe que não são todos que tem o pênis. Então começa a pensar que se alguém perdeu é por um meio de castigo (castração). Ele tem medo de perder a parte mais importante de seu corpo, o Falo, então decide abrir mão dos desejos que sente pela mãe para garantir o seu Falo. Esta fase que o menino passa e retorna na adolescência, porém seu olhar e suas fantasias sobre seu desejo incestuoso se focam nas meninas e é a onde ele afirma sua identidade sexual.

O Édipo para a menina é um pouco mais trabalhoso, a menina não entra direto no Édipo como o menino antes ela passa pelo pré – Édipo, porém a menina também tem fantasias e desejos incestuosos. No pré - Édipo ela faz o mesmo processo com o seu olhar sobre a sua mãe, obtêm o desejo de possuí la. Neste período que ela quer possuir sua mãe ela acredita que também possui o Falo, o símbolo de potência e orgulho, logo descobre que não possui o Falo e sofre pela privação de não telo. Apesar de não possuir o Falo a menina ainda acredita que sua mãe o possui, portanto se sua mãe tem, ela também o terá, mais terá que esperar crescer. A menina então descobre que a mãe também não tem o Falo. Mais uma decepção para a menina, só que agora ela sente traída pela sua própria mãe julgando – a que ela já sabia que as meninas não possuem o Falo e que poderia ter evitado mais uma decepção para ela, evitando assim seu sofrimento. A primeira decepção que a menina tem com a mãe é quando a mãe faz o desmame e a segunda é a privação do Falo.

A menina esperta quer ter o Falo só que ela nunca o terá, foca seu olhar agora para o seu pai quer possuir o Falo e deseja ser possuída por ele. O pai a recusa e ela começa a desenvolver a inveja do Falo. Ela agora quer ser o Falo, neste período ela se identifica com sua mãe e começa a ter características e ações femininas. Após esta etapa ela descobre a vagina e quer conhecer um rapaz para constituir uma família e ter filhos com ele, agora ela incorpora o pai e se abre para o homem amado.

Todas estas fantasias que a criança desperta acontece inconscientemente, ela não sabe o que ela realmente esta pensando, só é traduzida conscientemente na vida cotidiana dela, através de um sentimento, comportamento ou de uma fala.



3. APRIMORANDO O CONHECIMENTO

Os termos presentes no glossário têm suas definições através de um embasamento de autores confiáveis, trazendo aos leitores a certeza de que estará lendo termos que coincidem com suas epistemologias. Através dessas palavras você aplicara o seu conhecimento e poderá usá – las em futuros trabalhos acadêmicos, além de melhorar sua escrita recorrendo assim a esses termos fundamentais da psicologia.


3.1 Glossário

Édipo: Para a psicanálise, o Édipo é a experiência vivida por uma criança de cerca de quatro anos que, absorvida por um desejo sexual incontrolável, tem de aprender a limitar, aos limites de sua consciência nascente, aos limites de seu medo e, finalmente, aos limites de uma lei tácita que lhe ordena que pare de tomar seus pais por objetos sexuais.
(NASIO, Juan – David, 2007, p. 12).

Desejo Incestuoso: o desejo incestuoso é um desejo virtual, nunca saciado, cujo objeto é um dos pais e cujo objetivo seria alcançar não o prazer físico, mas o gozo.
(NASIO, Juan – David, 2007, p. 25).

Incesto: chama-se incesto a uma relação sexual, sem violação, entre parentes consangüíneos ou afins adultos (que tenham atingido a maioridade legal) no grau proibido pela lei que caracteriza cada sociedade: em geral entre mãe e filho, pai e filha, irmão e irmã. Por extensão, a proibição pode estender – se á relações sexuais entre tio e sobrinha, tio e sobrinho, padrasto e enteada, madrasta e enteado, sogra e genro, sogra e nora.
(Roudinesco e Plon, 1998. p. 372).

Psicose: defini os doentes da alma numa perspectiva psiquiátrica. As psicoses opuseram – se, portanto, ás neuroses, consideradas como doenças mentais da alçada medicina da neurologia e, mais tarde, da psicoterapia. Por extensão, lº o termo psicose designou inicialmente o conjunto das chamadas doenças mentais, fossem elas orgânicas (como a paralisia gera) l ou mais especificamente mentais.
(Roudinesco e Plon, 1998. p. 621).

Histeria: a histeria é uma neurose caracterizada por quadros clínicos variados. Sua originalidade reside no fato de que os conflitos psíquicos inconscientes se exprimem de maneira teatral e sob a forma de simbolização, através de sintomas corporais paroxísticos (ataques ou convulsões de aparência epilética) ou duradouros (paralisia, contraturas, cegueira).
(Roudinesco e Plon, 1998. p. 337).

Histeria: Para Nasio histeria é um desejo sexual infantil vivido na cabeça de um adulto e cujo objetivo não é um homem ou uma mulher, mas uma criatura forte ou fraca.
(NASIO, Juan – David, 2007, p. 118).

Neurose: o termo é empregado para designar uma doença nervosa cujos sintomas simbolizam um conflito psíquico recalcado, de origem infantil.
(Roudinesco e Plon, 1998. p. 534).

Narcisismo: consiste em se tornar a própria pessoa como objeto sexual.
(Roudinesco e Plon, 1998. p.530).

Fantasia: correlato da elaboração da noção de realidade psíquica e do abandono da teoria da sedução designa a vida imaginária do sujeito e a maneira como este representa para si mesmo sua história ou a história de suas origens.
(Roudinesco e Plon, 1998. p. 223).

Falo: o Falo não é o pênis enquanto órgão. O Falo é um pênis fantasiado, idealizado, símbolo da onipotência e de seu avesso, a vulnerabilidade.
(NASIO, Juan – David, 2007, p. 22).

Fobia: em psicanálise, a fobia é um sintoma e não uma neurose, onde a utilização da expressão histeria de angustia em lugar da palavra fobia. Introduzida por Wilhelm Stekel em 1908 e retornada por Sigmund Freud à histeria de angústia é uma neurose de tipo histérico que converte uma angústia num terror imotivado, frente a um objeto, um ser vivo ou uma situação que não apresentam em si nenhum perigo real.
(Roudinesco e Plon, 1998. p. 243).

Histeria de conversão: onde se exprime através do corpo representações sexuais recalcadas.
(Roudinesco e Plon, 1998. p. 337).

Metapsicologia: termo criado por Sigmund Freud, em 1896 para qualificar o conjunto de sua concepção teórica e distingui-la da psicologia clássica. A abordagem metapsicologia consiste na elaboração de modelos teóricos que não estão diretamente ligados a uma experiência pratica ou a uma observação clinica, ela se define pela consideração simultânea dos pontos de vista dinâmicos, tópico e econômico.
(Roudinesco e Plon, 1998. p. 517).


4. REFERÊNCIAS

NASIO, Juan David. Édipo: o complexo que nenhuma criança escapa. Zahar: Rio de Janeiro, 2007.

Roudinesco, Elisabeth; Plon Michel. Dicionário de Psicanálise. Zahar: Rio de Janeiro, 1998.


CENTRO UNIVERSITARIO LEONARDO DA VINCI – FAMEBLU

Disciplina: Teóricas e Técnicas Psicanalíticas
Professora: Juçara Clemens
Acadêmicos: Alessandro Negherbon
Mônica Colombi
Suelen T. Seibt
Turma: Psi 23

sexta-feira, 21 de maio de 2010

Quem precisa de Psicoterapia?

 
Algumas das razões para fazer psicoterapia são:

· querer fazer mudanças positivas em sua vida
· dificuldades com relacionamentos
· desempenho no trabalho, faculdade ou escola
· sentir que sua vida está desequilibrada
· querer fazer uma revisão de sua vida
· querer recomeçar
· desenvolvimento pessoal
· problemas de comunicação
· trauma por seqüestro, assalto, estupro
· ansiedade
· pânico
· estresse
· abuso físico, sexual ou emocional
· depressão
· sentir que perdeu o sentido na vida
· perdas
· luto
· medo do futuro
· transtornos alimentares
· dificuldades sexuais
· falta de confiança
· querer fazer mudanças na carreira
· ciúmes
· problemas de intimidade
· problemas conjugais
· obsessões, manias e compulsões
· transições de relacionamento
· crise de transição de vida (p.e. crise de meia-idade)
· sentir-se para baixo ou infeliz sem saber por quê
· indecisão
· falta do motivação
· fobia
· problemas do comportamento em adolescentes
· não conseguir lidar com as circunstâncias
· questões sobre orientação sexual
· solidão
· isolamento
· sentir-se vazio
· problemas de identidade e personalidade
· questões de auto-estima e auto-conceito

domingo, 16 de maio de 2010

O Lenhador

título original: (The Woodsman)
lançamento: 2004 (EUA)
direção:Nicole Kassell
atores:Kyra Sedgwick, Eve, Mos Def, David Alan Grier.
duração: 87 min
gênero: Drama
status: Arquivado


Sinopse

Após 12 anos na prisão por molestar garotas menores de idade, Walter (Kevin Bacon) se muda para uma pequena cidade. Ele vai viver num pequeno apartamento, que fica defronte de uma escola de ensino básico, que está cheia de crianças. Walter arruma emprego em uma madeireira e se mantém o mais reservado possível, mas isto não o impede de se envolver com Vicki (Kyra Sedgwick), uma extrovertida colega de trabalho que promete não fazer nenhum julgamento dele. Porém ele não pode escapar do seu passado e, quando os colegas de trabalho descobrem, se mostram quase nada compreensivos.
 

sábado, 8 de maio de 2010

O Fabuloso Destino de Amélie Poulain

título original: (Le Fabuleux Destin d'Amélie Poulain)
lançamento: 2001 (França)
direção:Jean-Pierre Jeunet
atores:Audrey Tautou, Mathieu Kassovitz, Rufus, Yolande Moreau.
duração: 120 min
gênero: Comédia
status: Arquivado

Sinopse

Após deixar a vida de subúrbio que levava com a família, a inocente Amélie (Audrey Tautou) muda-se para o bairro parisiense de Montmartre, onde começa a trabalhar como garçonete. Certo dia encontra uma caixa escondida no banheiro de sua casa e, pensando que pertencesse ao antigo morador, decide procurá-lo ­ e é assim que encontra Dominique (Maurice Bénichou). Ao ver que ele chora de alegria ao reaver o seu objeto, a moça fica impressionada e adquire uma nova visão do mundo. Então, a partir de pequenos gestos, ela passa a ajudar as pessoas que a rodeiam, vendo nisto um novo sentido para sua existência. Contudo, ainda sente falta de um grande amor.


quinta-feira, 6 de maio de 2010

Sites com considerações da equipe.



Site da revista Mente & Cérebro é bastante interessante, contém diversos assuntos relacionados à saúde da mente e os problemas causados pelos transtornos que as pessoas estão submetidas, como depressão, transtorno bipolar, obesidade, ansiedade entre outros. Também dispõem de alguns links relacionados à psicanálise e doenças psicossomáticas.
É bastante criativo, pois encontrei abordagens de diversos temas inclusive curiosos, relacionados a crenças populares e o poder da mente, pode-se observar tais assuntos num blog sempre atualizado. Seu acesso é livre para quem tiver interesse, independente de formação, cabe registrar que apesar de informações relevantes, muitas vezes são focadas sem o comprometimento com o método científico da Psicologia e sim com o ato jornalístico que requer uma revista. Cabendo ao leitor pesquisador ou estudioso da Psicologia averiguar as informações fazendo uma pesquisa mais aprofundada junto a profissionais da área ou registros reconhecidamente científicos. 




Vinculum Psicoprofilaxia das Relações, é um site relacionado a terapias de casais, assim como outras questões ligadas a relacionamentos, como relação pais e filhos, família, casal -relação conjugal, etc...
Conta com as publicações dos livros de Carlos Messa, Psicólogo experiente no ramo. Segundo Messa ele não podemos ver a terapia como a única forma de restaurar uma relação. Os resultados positivos apenas serão obtidos dependendo do desempenho e da disponibilidade emocional dos relacionados para o processo. É como se buscássemos um vínculo. Que usado de forma comum quer dizer a junção de algo “um par”. É como se fosse um par de sapatos, diferentes mais iguais, um diferente do outro, mas um completa o outro, apesar de estarem separados, serem diferentes e terem funções exclusivas. Cada um calça um pé e somente esse pé.
Destina-se a casais e principalmente mães que estão sempre preocupadas com o comportamento dos filhos.



O AMBULIM - Ambulatório de Bulimia e Transtornos Alimentares do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, possui este site para divulgar suas pesquisas e promover e divulgar as atividades do centro.
É destinado a qualquer pessoa que tenha interesse em conhecer mais sobre o assunto ou mesmo buscar tratamento, que o alvo principal do Ambulim.
Considerado o maior centro de especialização em transtornos alimentares do Brasil e da América Latina, oferecendo tratamento totalmente gratuito para pacientes de qualquer ponto do país. 
Conta com o apoio de equipe multidisciplinar, formada por médicos psiquiatras, nutricionistas, psicólogos, terapeutas familiares e educadores físicos. 
Calendário de cursos e eventos apresentados na pagina inicial.
Um site muito interessante, só pelo fato de tratar de um tema importantíssimo, que são os transtornos alimentares e o que é mais importante, buscando de forma séria e científica o tratamento para as doenças ou transtornos em questão.

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Sites com considerações da equipe.


O Nunap é formado por um grupo de psicólogos clínicos do Rio de Janeiro e de abordagens distintas. O site oferece dicas de filmes, leituras, artigos e links, bem dispostos em sua home page, com visual agradável.
Links, sub links e atalhos precisos, inclusive direcionando diretamente aos e-mails dos psicólogos.
Nos links de indicação de sites há dois itens que não mais existem: Espaço Comportamental - Textos sobre Behaviorismo Radical (UFBA) e o Matéria Pensante - Conteúdo ligado à Neurociência e Neuropsicanálise, atalho envia para a página do yahoo onde diz: site do GeoCities que você está tentando acessar não está mais disponível.
Indica também um blog inativo desde fevereiro de 2008, que por sinal só tem duas postagens, que poderiam constar como artigos do site, uma vez que não houve continuidade. Uma das postagens serve como respostas de dúvidas e perguntas, as quais são feitas nos comentários da postagem, uma idéia boa, mas que poderia ser mais bem explorada, como, por exemplo, postar as perguntas e as repostas, o que tornaria o blog ativo e muito atrativo. 

*Nota: Site bem elaborado, podendo ser mais trabalhado.

Site de serviços e informações subtitulado como profissionais e instituições de saúde mental.
Home page com várias informações, mas com pouco trabalho e atrativo visual, muito dispersa, com espaços em branco, telefone de contato quase imperceptível.
Voltando as informações, uma busca paciente mostra artigos interessantíssimos, mas como dito anteriormente a falta de cuidado com o atrativo visual torna o site desinteressante, até mesmo cansativo.
Ponto forte, cabeçalho prático e links oferecidos acessíveis de forma direta, parece-me que este é o único intuito do site, divulgar seu cabeçalho de links, é a sensação que passa, portanto todos os trabalhos com as manchetes ficam em segundo plano. O miolo do site oferece parcerias com revistas interessantes, mas a postagem poderia ter sido mais bem elaborada. Tudo isso com um simples trabalho de diagramação, dispondo as colunas no espaço, aqui no caso três colunas, manchetes-corpo-manchetes, que estão com espaços reduzidos e mal definidos.

*Nota: Site interessante, mas mal elaborado.

Este é o site da Orgone Psicologia Clínica, contém um home page bastante organizada e prática, com notícias relacionadas as suas atividades e de seus colaboradores. Em um simples clic pode-se avançar a opções apontadas no cabeçalho e retornar a home, oferece forma de contato acessível, através de e-mail, telefone ou endereço físico. Apresenta esclarecimento sobre serviços prestados e históricos sucinto das atividades do grupo, currículo de seus colaboradores com descrição da formação profissional e atuação, foto e contato pessoal.
Apresenta artigos importantes de temas recorrentes, como ansiedade e estresse, emagrecimento, síndrome do pânico, transtorno de humor, entre outros. Oferece cursos/workshops especificando claramente o objetivo, público alvo, local e endereço, datas e horários e perfil do mediador com contato por e-mail e telefone direto com o mesmo.
Descreve lista de convênios e links. Sendo que na lista de links não consegui acessar Instituto Brasileiro de Biossíntese, motivo: O Firefox não conseguiu localizar www.ibbiossintese.psc.br. Não consegui acessar Portal da Comunidade Filosófica Brasileira, motivo: o link envia para uma página confusa e não de forma direta ao site portaldafilosofia.net.
Oferece cadastro para recebimento via e-mail de informações atualizadas sobre eventos, no entanto a promessa de contato após cadastro por email com atualizações não se deu num período de mais de uma semana.
Notei que realizam atividades de terapias alternativas, ao  verificar o perfil dos Psicólogos, acessível através do link: equipe, as quais entre algumas aprovadas pelo conselho, há também algumas não aprovadas sito: TVP, Regressão, Floral de Bach.
E também:
Auriculoterapia: baseia-se na estimulação de pontos auriculares relacionados com as várias partes do corpo.
Craniopuntura de Yamamoto:
consiste em colocar agulhas (em menor profundidade) em pontos sobre o crânio. O crânio é um microsistema, ou seja, temos uma representação de todo o corpo na cabeça.
Eletroacupuntura Ryodoraku:
tratamento eletroestimulador baseado na pesquisa de alterações do Sistema Nervoso Autônomo, utilizando o princípio da resistência elétrica da pele, ou seja, o aparelho mede o fluxo elétrico em pontos de cada meridiano do corpo, possibilitando a detecção de desequilíbrio energético.

*Nota: Site claro e prático



O Portal dos Psicólogos, ótimo site português com informações, fórum e barra de pesquisa, possibilitando busca dinâmica e direta.
Lista de links ativos atende as expectativas, oferecendo informações, cursos, ofertas de emprego e produtos especializados.
Site atualizado e diversificado, com design muito bem trabalhado, ferramentas bem utilizadas, cores agradáveis, tamanho, nome e cor das fontes adequados, três colunas bem distribuídas e distintas.

* Nota: Ótima fonte de informação.