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sábado, 14 de setembro de 2013

Prêmio Ig Nobel de Psicologia 2013

O Prêmio Ig Nobel é um prêmio dado para a descoberta científica mais estranha do ano. Os prémios são entregues a cada outono para honrar estudos e experiências que primeiro fazem as pessoas rir e depois pensar. O nome, pronunciado nas cerimônias de premiação como "aigui-noubél", é um trocadilho com o nome "Nobel" de Alfred Nobel e a palavra anglófona ignoble (lit. ignóbil), que representa algo "não nobre", vil ou desprezível.
O prêmio fora criado pela revista de humor científico Annals of Improbable Research (Anais da Pesquisa Improvável) e os prêmios são entregues em Harvard. A ideia é premiar pesquisas raras, honrar a imaginação e atrair o interesse público para a ciência, a medicina e a tecnologia.
Foram entregues pela primeira vez em Harvard em 1991, sendo a cerimônia abrilhantada pela presença de verdadeiros laureados com o Prêmio Nobel, que entregam o respectivo Prêmio Ig Nobel ao vencedor, numa cerimônia que até (desde 1996) inclui uma mini-ópera, a meias entre cantores de ópera profissionais e laureados com prêmios Nobel.
Equipe da Universidade Pierre Mends (França) recebeu o Prémio  de Psicologia entre os atribuídos pela revista de humor científico Annals of Improbable Research, que foram entregues na quinta-feira à noite na Universidade  de Harvard (Estados Unidos). O prêmio foi para o estudo dos cientistas que provaram que quanto mais se bebe mais atraente se pensa ser. A autoria é dos franceses Laurent Bègue, Oulmann Zerhouni, Baptiste Subra e Medhi Ourabah, além do americano Brad Bushman.

domingo, 8 de setembro de 2013

Psicologia, religião, espiritualidade e laicidade

O Estado laico deve ser entendido como princípio pétreo, pois é sob essa base, segura e inquestionável, que se assenta a igualdade de direitos aos diversos segmentos da população brasileira, cuja extraordinária diversidade cultural e religiosa, uma das maiores do planeta, constitui um formidável potencial para resolução de inúmeros problemas que assolam a sociedade contemporânea.
O Estado brasileiro, entretanto, não nasceu laico. Durante séculos o país viveu sob a égide de uma religião oficial, o que determinou a interferência do dogma religioso na política do Estado. Durante esse período, ocorreram perseguições religiosas e muitas arbitrariedades foram cometidas, com perseguições a grupos que preconizavam uma religião de matrizes indígena e africana. Com a República, o país tornou-se oficialmente laico e, com a Constituição de 1988, esse fato foi reafirmado de forma representativa pela população brasileira, conquistando total legitimidade.
Afirmar que o Estado é laico não implica alegar que as pessoas devam ser desprovidas de espiritualidade e da prática religiosa. No Brasil, como se sabe, o povo experimenta forte sentimento de religiosidade, expresso por meio de múltiplas formas de adesão religiosa, dadas as suas raízes indígenas, europeias e africanas, a cujas determinações culturais e religiosas se associaram outras, advindas do continente asiático. São exatamente os princípios constitucionalmente assegurados que permitiram a ampliação das denominações religiosas, hoje presentes na cultura nacional, e também concederam aos cidadãos brasileiros o direito de se declarar não adeptos de qualquer religião. Afirma-se, portanto, e, antes de tudo, o “direito à liberdade de consciência e de crença”.
Como o Estado de Direito é preservado e retroalimentado pelas instituições que compõem a sociedade, tanto as ciências como as práticas profissionais delas decorrentes devem, obrigatoriamente, orientar suas ações com base no princípio pétreo da laicidade do Estado e da ciência. Assim, a Psicologia brasileira, por meio do Sistema Conselhos de Psicologia, reconhece a obrigatoriedade de pautar-se por esse referencial ao realizar suas ações de orientação, fiscalização e regulamentação da profissão. Isso faz parte do compromisso social da Psicologia. Ler mais...

Manifesto do MEEL