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sexta-feira, 29 de abril de 2011

IDENTIDADE

Junto ao cadáver de um suicida encontrou-se uma carta dirigida ao Juiz, nos seguintes termos:
Sr. Juiz:
Não culpe a ninguém da minha morte. Acabo com a vida porque em dois dias mais que viva não saberei quem sou neste mar de lágrimas.
Verá, Sr. Juiz:
Tive a desgraça de casar com uma viúva. Tinha ela uma filha. Se o soubesse, nunca o teria feito. Meu pai, para maior desgraça, que era viúvo, se enamorou e se casou com a filha de minha mulher; de maneira que minha esposa era sogra do seu sogro, minha enteada se converteu em minha mãe, e meu pai ao mesmo tempo era meu filho.
Em pouco tempo minha madrasta trouxe ao mundo um varão, que era meu irmão, porém era neto de minha mulher, de modo que eu era também avô de meu irmão.
Com o correr do tempo, minha mulher trouxe ao mundo um varão que, como irmão de minha mãe, era cunhado de meu pai e tio do meu filho.
Minha mulher era sogra de sua própria filha; eu sou, por outro lado, pai de minha mãe, e meu pai e sua mulher são meus filhos; meu pai e meus filhos são irmãos, minha mulher é minha avó, já que é mãe de meu pai, e, ainda, sou meu próprio avô.
Já vê, Sr. Juiz:
Despeço-me do mundo, porque não sei quem sou.

Colaboração: Beatriz dos Santos Rodrigues

3 comentários:

  1. Se já é dificil saber quem somos sem esse rolo todo...

    Melhor tomar cuidado se for casar de novo...

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