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sábado, 29 de maio de 2010

PRÁTICA EDUCATIVA

CENTRO UNIVERSITÁRIO LEONARDO DA VINCI
FACULDADE METROPOLITANA DE BLUMENAU
CURSO: PSICOLOGIA
Disciplina: Teoria e Técnica Psicanalíticas
Professor: Juçara Clemens
Alunos: Erlan Augusto Nones
Marta Aline Mette
Sabrina Tezerinha Bailer
Simone Cristina T. Froza





PRÁTICA EDUCATIVA






1. INTRODUÇÃO

O Complexo de Édipo que é retratado no Livro Édipo: O complexo do qual nenhuma criança escapa de Juan David Násio, é um conceito muito importante para a Psicanálise.
A conflitiva edípica como também é chamada essa fase, é como um ritual de passagem que acontece tanto como os meninos quanto com as meninas e também com os pais que estão intimamente ligados a esse acontecimento.

Em atendimentos em clínica possivelmente iremos nos deparar com muitos pacientes com problemas derivados desse processo mau resolvido e que acarretara dificuldades para o indivíduo em sua vida social. Tanto pode estar mau resolvido para a criança quanto para os pais.

Quando esse processo não é concluído com êxito, esse menino ou menina, não se dessexualiza de seus pais e ambos ficam presos nessa etapa da vida. Não que ambos não consigam mais viver, mas a seqüência de atos e acontecimentos que se passarão ao longo do tempo, demonstrarão / apresentarão dificuldades que no fundo estão ligados ao desfecho do Complexo de Édipo.

2. RESUMO DO LIVRO

O livro Édipo: O complexo do qual nenhuma criança escapa do autor Juan David Násio, trata de um assunto que é um dos pilares da psicanálise e um tema muito polêmico para a sociedade. O Édipo é uma fase que se passa na vida de todas as crianças, por volta dos três aos cinco anos, no mundo inteiro que independe da cultura, cor, etnia e instrução religiosa. Todas as crianças irão passar por esta fase e de acordo com seus eventos, irão criar marcas que ficarão em seu psiquismo para todo o sempre.
O livro nos traz de uma maneira simples e fácil entendimento, como acontecem todas as fases do Édipo tanto para o menino quanto para a menina, que tem seu início no íntimo da crianças quando ela começa a sentir suas primeiras excitações, o apego à mãe, a descoberta e a importância do Falo, as novas direções das pulsões sexuais, também como toda a parte fantasiosa que podemos citar em relação aos desejos dos filhos para com os pais conhecido como incesto.
Conseguimos visualizar que o menino entra diretamente no Édipo e começa a despertar um certo desejo pela sua mãe criando fantasias incestuosas. Já a menina passa por uma fase pré-edipiana antes de entrar no Édipo propriamente dito, mas ela também tem fantasias e desejos incestuosos. No desenvolvimento do Édipo que podemos colocar como saudável, o fechamento seria ambos, menino e menina, buscarem outros parceiros para satisfazer suas fantasias.
Como o próprio autor nos coloca, “A crise que nenhuma criança escapa” deixou suas marcas em todos nós.

3. GLOSSÁRIO

Convidamos você leitor do blog para leitura de nosso glossário.

No atendimento clínico acontecem muitas situações, algumas delas ligadas ao Complexo de Édipo e da passagem dele na vida de cada paciente. O autor Násio no livro Édipo: o complexo que nenhuma criança escapa aborda a conflitiva edípica explicando todos os pontos. Para uma busca rápida e uma compreensão ainda mais fácil trazemos abaixo um glossário com as principais palavras e expressões sobre este conteúdo.

Crise edipiana: É um insuportável conflito entre o prazer erótico e o medo, entre a exaltação de desejar e o medo de se consumir nas chamas do desejo.
(Nasio, 2007, p.10)

Édipo: É a dolorosa e primeira passagem de um desejo selvagem para um desejo socializado, e a aceitação igualmente dolorosa de que nossos desejos jamais serão capazes de se satisfazer totalmente.
(Nasio, 2007, p.12)

Falo: Não é o pênis enquanto órgão. O falo é o pênis fantasiado, idealizado, símbolo de onipotência e de seu avesso, a vulnerabilidade.
(Nasio, 2007, p.22)
Representação do pênis que alguns povos antigos adoravam como símbolo da fecundidade da natureza.
(Michaelis, 2008, p.384)

“Fase fálica”: Freud chama esta fase em que a sexualidade infantil permanece polarizada no Falo.
(Nasio, 2007, p.23)

“Dor da humilhação”: É sentir-se vitima de uma injustiça e julgar a auto-imagem ferida.
(Nasio, 2007, p.52)

Histeria de amor: Consiste em uma rejeição do laço amoroso. A mulher inteiramente tomada pelo pai fantasiado não consegue empreender uma relação amorosa duradoura; todos os seus receptores de amor estão saturados pela onipresença paterna.
(Nasio, 2007, p.60)

Voyeurismo: Alcance da excitação sexual apenas pela observação de cópula praticada por outros ou pela observação dos órgãos genitais de outra pessoa.
(Michaelis, 2008, p.924)
Prática que consiste num indivíduo conseguir obter prazer sexual através da observação de outras pessoas. Essas pessoas podem estar envolvidas em atos sexuais, nuas, em roupa interior, ou com qualquer vestuário que seja apelativo para o indivíduo em questão, o voyeur. A prática do voyeurismo manifesta-se de várias formas, embora uma das características-chave é que o indivíduo não interage com o objeto (por vezes não cientes de estarem sendo observados); em vez disso, observa-o tipicamente a uma relativa distância, talvez escondido, com o auxílio de binóculos, câmeras, etc., o que servirá de estímulo para a masturbação, durante ou após a observação. Pessoas que chegam ao prazer observando pessoas nuas ou relações sexuais, sem o consentimento dos envolvidos. O risco provoca a excitação. Muitos voyeuristas masturbam-se enquanto assistem.
(Wikipédia, a enciclopédia livre. Voyeurismo. Disponível em: http://pt.wikipedia.org/wiki/Voyeurismo Acessado em: 13/05/2010)

Narcisismo: Por referência ao mito de Narciso, é o amor pela imagem de si mesmo.
(Laplanche, 2001, p. 287)

Recalcamento: Uma fixação das representações recalcadas no solo do inconsciente e um tapume energético que o pré-consciente e o consciente erguem contra a pressão de energia livre oriunda do inconsciente.
(Nasio, 1999, p. 38)

Fobia: Pavor de um sujeito em relação a um objeto, um ser vivo, ou uma situação. Em Psicanálise, a fobia é um sintoma e não uma neurose, donde a utilizalção da expressão de histeria de angústia em lugar de fobia.
(Roudinesnco, 1998, p. 43)

Neurose: Afecção psicogênica em que os sintomas são a expressão simbólica de um conflito psíquico que tem raízes na história infantil do sujeito e constituí compromissos entre o desejo e a defesa.
(Laplanche, 2001, p. 296)

“Angústia da Castração”: É o medo e a dificuldade que surgem para o menino no momento de escolher entre o falo, pênis fantasiado, e sua mãe.
(Nasio, 1999, p. 68)

Transferência: É uma repetição bem particular, em lugar rememorar o passado, o analisando o repete como uma experiência vivida no presente do tratamento analítico, ignorando que se trata de uma repetição.
(Nasio, 1999, p. 85)

4. REFERÊNCIAS

Michaelis. Dicionário prático da língua portuguesa. – São Paulo: Companhia Melhoramentos, 2008.

Nasio, Juan David. Édipo: O complexo do qual nenhuma criança escapa. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2007.

Wikipédia, a enciclopédia livre. Voyeurismo. Disponível em: http://pt.wikipedia.org/wiki/Voyeurismo Acessado em: 13/05/2010

Nasio, Juan David. O prazer de ler Freud. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1999.

Melhoramentos minidicionário da língua portuguesa. São Paulo: Companhia Melhoramentos, 1997.

Laplanche, Jean. Vocabulário da Psicanálise. São Paulo: Martins Fontes, 2001.

Roudinesco, Elisabeth. Dicionário de Psicanálise. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1998.

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