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domingo, 30 de maio de 2010

TEORIA E TÉCNICA PSICANALITICA



Magali Moreira Pinto Ramalho
Sergio José Machado
Juliane da Rosa Oliveira
Prof. Juçara Clemens

Faculdade Metropolitana de Blumenau – FAMEBLU

TEORIA E TÉCNICA PSICANALITICA

Introdução ao blog:
Esse é o blog de psicologia clínica que tem o intuito de, passar informações de como a psicologia clínica acontece na prática, tirar dúvidas sobre o assunto e passar links de outros blogs e sites para quem procura sempre saber um pouco mais.
A fim de um entrosamento, com as demais turmas do curso de psicologia, nós da PSI-23, buscamos parceria no blog de psicologia clínica da turma PSI-21, 1º SEMSTRE, ANO 2010, que muito nos honrou, por essa possibilidade de parceria, e com isso apresentamos o nosso objetivo proposto na disciplina de psicanálise orientada por nossa professora Juçara Clemens.

Sobre o livro: Édipo: O Complexo da Qual nenhuma Criança Escapa:

Esse livro é um importante instrumento para quem deseja trabalhar na área de psicologia clínica seguindo a linha de psicanálise, pois, com ele, se pode desvendar algo que é considerado uma parte muito importante da identidade humana: a identidade sexual de homem e de mulher. Descubra como a nossa sexualidade é construída e de como essa descoberta pode ser a origem de nossos sofrimentos psíquicos.
A identidade sexual é construída a partir de nossa infância. Quando uma criança está mais ou menos com quatro anos ela está numa fase chamada fase edipiana. Nessa fase ela não escapa de um turbilhão de sensações que sentem em relação aos seus genitores e cuidadores.
As crianças podem sentir as tais sensações e desejos sexuais, mas não podem efetuar as ações de seus desejos. Isso faz com que na idade adulta, as pessoas busquem inconscientemente por outras pessoas que despertem seu desejo, mas a satisfação nunca será completa, pois, encontram apenas uma parte do que desejavam. O objeto verdadeiro de nosso desejo, ainda são nossos genitores!
O livro, trás termos que são adotados na filosofia, na psicologia e na psicanálise.

Édipo. O complexo do qual nenhuma criança escapa/ J.-D. Nasio;Tradução de Andre Telles- Rio de Janeiro: Zahar Jorge; Ed 2007

Glossário
Agora convidamos a todos que estão visitando esse blog para verem o glossário do livro que preparamos para melhor esclarecer sobre alguns conceitos psicanalíticos. Nesse glossário poderão tirar suas dúvidas sempre quando necessário e melhor compreenderem sobre o complexo de Édipo.

Castração, complexo de: Termo derivado do latim castratio e surgido no fim do século XIV para designar a operação pela qual um homem ou um animal é privado de suas glândulas genitais, condição de sua reprodução. Sendo assim, é sinônimo do termo emasculação, mais recente, que o uso contemporâneo tende a privilegiar para designar a remoção real dos testículos. A palavra ovariectomia é empregada para designar a retirada dos ovários.
Sigmund Freud denominou complexo de castração o sentimento inconsciente de ameaça experimentado pela criança quando ela constata a diferença anatômica entre os sexos. (Plon, Roudinesco, 1998, p. 105).

Desejo: Termo empregado em filosofia, psicanálise e psicologia, para designar, ao mesmo tempo, a propensão, o anseio, a necessidade, a cobiça ou o apetite, isto é qualquer forma de movimento em direção a um objeto cuja atração espiritual ou sexual é sentida pela alma e pelo corpo.
Em Sigmund Freud, essa idéia empregada no contexto de uma teoria do inconsciente para designar, ao mesmo tempo, a propensão e a realização da propensão. Nesse sentido, desejo é a realização de um anseio ou voto (Wunch) inconsciente.
Segundo essa formulação freudiana clássica emprega-se como sinônimas de desejo das palavras alemãs wunscherfüllung e wunschbefriedigung e a expressão inglesa wish fulfliment (desejo no sentido da realização ou satisfação de um anseio inconsciente).
Entre os sucessores de Freud, somente Jacques Lacan conceituou a ideia de desejo em psicanálise a partir da tradição filosófica, para dela fazer a expressão de uma cobiça ou um apetite que tendem a se satisfazer no absoluto, isto é, fora de qualquer realização de um anseio ou de uma propensão. Segundo essa concepção lacaniana,empregam-se em alemão a palavra begierde e em inglês a palavra desire (desejo no sentido de desejo de um desejo). (Plon, Roudinesco, 1998, p. 146).

Édipo, complexo de: Correlato do complexo de castração e da existência da diferença sexual e das gerações.
O complexo de Édipo é uma noção tão central em psicanálise quanto a universalidade da interpretação do incesto a que está ligado. Sua invenção deve-se a Sigmund Freud que passou através do vocábulo Odi puskomplex, num complexo ligado ao personagem de Édipo, criado por Sófocles.
O Complexo de Édipo é a representação inconsciente para qual se exprime desejo sexual ou amoroso da criança pelo genitor do sexo oposto e sua hostilidade para com o genitor do mesmo sexo.
Essa representação pode inverter-se e exprime o amor pelo genitor do mesmo sexo e o ódio pelo sexo oposto. Chama-se Édipo à primeira representação, Édipo invertido a segunda e Édipo completo a mescla das duas. O complexo de Édipo aparece entre os 3 5 ano, seu declínio marca a entrada num período de latência e sua resolução após a puberdade caracteriza-se num novo tipo de escolha de objeto.
Na história da psicanálise a palavra Édipo acabou substituindo a expressão complexo de Édipo. Nesse sentido, o Édipo designa ao mesmo tempo o complexo definido por Freud e o mito fundador sobre o qual repousa a doutrina psicanalítica como educação das relações do ser humano. Com suas origens e sua genealogia familiar histórica. (Plon, Roudinesco, 1998, p. 166).


Falo: Diversas palavras são empregadas para designar o órgão masculino. Se a palavra pênis fica reservada ao membro real, a palavra falo, derivada do latim, designa esse órgão mais no sentido simbólico ao passo que denominamos de itifálico (do grego ithus, reto) o culto do falo como símbolo do órgão masculino em ereção.in.vestido de suprema potência,tanto na celebração dos antigos mistérios quanto em diversas religiões pagãs ou orientais,os deuses itifálicos e o falo foram rejeitados pela religião monoteísta, que considerava que eles remetiam a um período bárbaro da humanidade,caracterizado por práticas orgíacas.
O termo falo, portanto, só muito raramente foi empregada por Sigmund Freud, a propósito do fetichismo ou da renegação, e muitas vezes como sinônimo de pênis. Em contra partida, o adjetivo “fálico” ocupa um grande lugar na teoria freudiana da libido única (de essência masculina), na doutrinada sexualidade feminina e da diferença sexual e, por fim, na concepção dos diferentes estágios (oral,anal,fálico e genital). O falocentrismo freudiano foi objeto de uma vasta discussão, tanto no interior do movimento psicanalítico onde Melanie Klein Ernet Jone e a escola inglesa contestaram o movimento sexual em prol de um dualismo, quanto entre as feministas, que viram nessa doutrina a expressão de um ”falocratismo” ou de um “falogocentrismo”. (Plon, Roudinesco, 1998, p. 221).

Fantasia: Termo utilizado por Sigmund Freud, primeiro no sentido corrente que a língua alemã lhe confere (fantasia ou imaginação), depois como um conceito, a partir de 1897. Correlato da elaboração da noção de realidade psíquica e do abandono da teoria de sedução designa a vida imaginária do sujeito e a maneira como este representa para si mesmo sua história de suas origens: fala-se então da fantasia originária.
Em francês palavra fantasme foi forjada pelos primeiros tradutores da obra freudiana, num sentido conceitual não relacionando com a palavra (vernácula) fantasie. Deriva do grego phantasma (aparição, transformada em “fantasma” no latim) e do adjetivo fantasmatique [fantasmático], outrora próximos, por sua significação de fantomatique [fantasmal, fantasmagórico]
A escola Kleiniana criou o termo phantasy (phantasia) ao lado de fantasy. No Brasil também se usa “fantasma”. (Plon, Roudinesco, 1998, p. 223).

Fobia: Termo derivado do grego phobos e utilizado na língua francesa como sufixo, para designar o pavor de um sujeito em relação a um objeto, um ser vivo ou uma situação.
Tal como utilizado em psiquiatria por volta de 1870, como substantivo, o termo designa uma neurose cujo sintoma central é o pavor contínuo e imotivado que afeta o sujeito, frente a um ser vivo, um objeto ou uma situação que, em si mesmos, não apresentam nenhum perigo real.
Em psicanálise, a fobia é um sintoma, e não uma neurose, donde a utilização da expressão histeria de angústia em lugar da palavra fobia. Introduzida por Wilhelm Stekel em 1908 e retomada por Sigmund Freud, a histeria de angústia é uma neurose de tipo histérico, que converte uma angústia num terror imotivado, frente a um objeto, um ser vivo ou uma situação que não apresentam em si nenhum perigo real. (Plon, Roudinesco, 1998, p. 243).

Foraclusão: Conceito forjado por Jaques Lacan para designar um mecanismo específico da psicose, através do qual se produz a rejeição de um significante fundamental para fora do universo simbólico do sujeito. Quando essa rejeição se produz, o significante é foracluído. Não é integrado no inconsciente, como no recalque, e retorna sob forma alucinatória no real do sujeito. No Brasil também se usam “forclusão”, “repúdio”, “rejeição” e “preclusão”. (Plon, Roudinesco, 1998, p. 245).

Gozo: Raramente utilizado por Sigmund Freud, o termo gozo tornou-se um conceito na obra de Jaques Lacan.
Inicialmente ligado ao prazer sexual, o conceito de gozo implica a idéia de uma transgressão da lei: desafio, submissão ou escárnio. O gozo, portanto, participa da perversão, teorizada por Lacan como um dos componentes estruturais do funcionamento psíquico, distinto das perversões sexuais.
Posteriormente, o gozo foi repensado por Lacan no âmbito de uma teoria da identidade sexual, expressa em formulas da sexuação que levaram a distinguir o gozo fálico do gozo feminino (ou gozo dito suplementar). (Plon, Roudinesco, 1998, p. 299).

Identificação: Termo empregado em psicanálise para designar o processo central pelo qual o sujeito se constitui e se transforma, assimilando ou se apropriando, em momentos-chave de sua evolução, dos aspectos, atributos ou traços dos seres humanos que o cercam. (Plon, Roudinesco, 1998, p. 363).

Incesto: Chama-se incesto a uma relação sexual, sem coerção nem violação, entre parentes consangüíneos ou afins adultos (que tenham atingido a maioridade legal), no grau proibido pela lei que caracteriza cada sociedade: em geral entre mãe e filho, pai e filha, irmão e irmã. Por extensão, a proibição pode estender-se às relações sexuais entre tio e sobrinha, tia e sobrinho, padrasto e enteada, madrasta e enteado, sogra e genro, sogro e nora. (Plon, Roudinesco, 1998, p. 372).

Metapsicologia: Termo criado por Sigmund Freud, em 1896, para qualificar o conjunto de sua concepção teórica e distingui-la da psicologia clássica. A abordagem metapsicológica consiste na elaboração de modelos teóricos que não estão diretamente ligados a uma experiência prática ou uma observação clínica; ela se define pela consideração simultânea do ponto de vista dinâmico. Tópico e econômico. (Plon, Roudinesco, 1998, p. 511).


Psicose: Termo introduzido em 1845 pelo psiquiatra austríaco Ernst von Feuchtersleben (1806-1849) para substituir o vocábulo loucura e definir os doentes da alma numa perspectiva psiquiátrica. As psicoses opuseram-se, portanto, as neuroses consideradas como doenças mentais da alçada da medicina, da neurológica e, mais tarde, da psicopatia. Por extensão, o termo psicose designou inicialmente o conjunto das chamadas doenças mentais, fossem elas orgânicas (como a paralisia geral) ou mais especificamente mentais, restringindo-se depois às três grandes formas modernas da loucura: esquizofrenia, paranóia e psicose maníaco depressiva. A palavra surgiu na França em 1869.
Retomado por Sigmund Freud como um conceito a partir de 1894, o termo foi primeiramente empregado para designar a reconstrução inconsciente por parte do sujeito, de uma realidade delirante ou alucinatória ou alucinatória. Em seguida inscreveu-se no interior de uma estrutura Tripartite, na qual se diferencia da neurose, por um lado, e de perversão, por outro. (Plon, Roudinesco, 1998, p. 621).

Supereu: Conceito criado por Sigmund Freud para designar uma das três instâncias da segunda tópica, juntamente com o eu e o isso. O supereu mergulha suas raízes no isso e, de uma maneira implacável, exerce as funções de juiz e censor em relação ao eu. No Brasil também se usa “superego”. (Plon, Roudinesco, 1998, p. 745).

Referencias:

NASIO, Juan-David. Édipo: O Complexo do Qual Nenhuma Criança Escapa. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed, 2007.
PLON, Michael; ROUDINESCO, Elisabeth. Dicionário de Psicanálise. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed, 1998.

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