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sexta-feira, 28 de maio de 2010

GLOSSÁRIO - Édipo o complexo que nenhuma criança escapa.

GLOSSÁRIO
Édipo o complexo que nenhuma criança escapa.

Cleusa Danker
Daiane Mass
Daiane Pasquali
Maira Tartare
Prof. Juçara Clemens
Centro Universitário Leonardo da Vinci-UNIASSELVI
Psicologia(PSI23)-Teoria e Técnicas Psicanalíticas
27/05/10


RESUMO

O complexo de Édipo é considerado uma das bases fundamentais da psicanálise, chama-se por complexo de Édipo, um determinado período desenvolvimento sexual da criança, que ocorre aproximadamente aos três anos de idade, nesta fase ela volta seu desejo ao Outro, representado pelos pais do sexo oposto. Freud retirou da mitologia grega, da história de Sófocles, o termo Édipo por sua semelhança com o que ocorre nessa etapa do desenvolvimento, na história Édipo filho do rei de Tebas, Laio, mata seu proprio pai sem saber que era seu filho e toma Jocasta sua mãe como esposa, assim como o herói de Sófocles nossa criança estará dividida entre o desejo incestuoso pelo pai do sexo oposto e o desejo de afastar o pai do mesmo sexo. Objetivando este glossário pretendemos proporcionar um apoio aos acadêmicos do curso de psicologia esclarecendo as expressões que futuramente poderam fazer parte de seu vocabulário em nível profissional, e nas produções de artigos e trabalhos científicos.

1 O ÉDIPO E A PSICOLOGIA CLÍNICA

A psicanálise clinica vê a passagem pelo complexo de Édipo com ponto primordial na estruturação da identidade sexual do ser humano é nesse período que nos deparamos com as regras que nos permitem viver em sociedade nossa desenvoltura nos nossos relacionamentos na sociedade depende do rumo em que a resolução dessa fase toma.

Quanto à análise escutar um paciente é fazer esse caminho inverso no tempo que nos leva a criança edipiana, e que nos conta a história dela, ou nos mostra seu andamento, e ver o Édipo como uma forma dinâmica que se recusa a sucumbi por completo e que por isso retorna em nossas relações.


2 GLOSSARIO


Afeto – em termos gerais designa os sentimentos e emoções. Considera-se que o afeto nem sempre está ligado à idéia (recordação/representação).

Angustia – Reação emocional intensa como resposta a um perigo real ou imaginário (angustia automática). Na Psicanálise essa angustia automática é resultado de um fluxo incontrolável de excitações de origem interna ou externa.

Complexo de castração – Ao perceber que há pessoas que não possuem pênis, o menino começa a temer a perda de seu próprio. Sente isso como uma ameaça paterna por sua atividades sexuais e seus desejos incestuosos. A menina sente a ausência de pênis como uma perda já consumada e procura de alguma forma compensa-la.

Complexo de Édipo - È uma das fases de desenvolvimento sexual, que se da na segunda infância aproximadamente a partir dos 3 anos de idade, quando a criança atinge o período sexual Fálico voltando sua energia libidinosa aos pais ou cuidadores que correspondem ao sexo oposto desta, seu desejo se focará em possuir, ser possuído e eliminar ou afastar o pai do sexo oposto, esta etapa será vivenciada de formas diferentes entre meninos e meninas.

Complexo de privação – Ocorre quando a menina vê um corpo nu de um menino e constata comparando-se a ele que é desprovida de um pênis como também da potencia que ele representa, isto é, o Falo.

Complexo de masculinidade – Ocorre quando a mulher em idade adulta não se considera “castrada”, mas julga-se onipotente detentora de um Falo, que em atitude de desafio acentua seus traços masculinos podendo tornar-se assim até mais viril que o homem.

Desejo incestuoso – É o desejo imaginário que não se consome, em que se toma por objeto um dos pais com o objetivo não de obter prazer físico mas gozo.

Édipo do menino – Neste período, o menino vê o pênis como seu objeto mais amado que é considerado como Falo, ele vive atravez dessa zona erógena o impulso de se dirigir ao outro, que no caso serão os próprios pais, para aplacar o desejo ele criará fantasias em relação ao seu objeto de desejo a mãe (ou pai),no entanto ele também criará fantasias de angustia ao se deparar com um corpo feminino nu em que notará a ausência do pênis Falo, temendo assim ser punido por seus desejos com a “Castração” que executada pelo pai lhe roubaria seu objeto mais amado.

Édipo da menina – Após passar pelo período pré-edipiano a menina se volta par o pai que possui o Falo lhe pedindo que esse lhe ceda, mas este se recusa a dar-lhe o que pede, então ela lhe pede para ser seu Falo ser possuída por ele, é também neste momento que a menina se reconcilia com a mãe no intuito de se aproximar dela e assimilar seus comportamentos femininos e seduzir o pai , este lhe nega novamente não lhe aceitando como “mulher”, frustrada a menina tenta entoa tomar o pai para si se tornando ele, se apoderando assim de todos seus traço de comportamento possíveis para si.

Édipo invertido – É a atração sexual de uma criança pelo pai do mesmo sexo.
Falo – É a fantasia de onipotência, força ou vulnerabilidade que a criança atribui ao pênis este não como órgão mas como símbolo por ser um apêndice visível .

Fantasia – É o uma imagem frequentemente consciente, direcionada a satisfazer o desejo incestuoso impossível ou qualquer desejo.

Fantasia de ser possuído – é quando o menino sente prazer em seduzir um adulto no intuito de tornar-se seu objeto.

Fantasia de possessão – É a expressão do desejo incestuoso de possuir o outro que no menino se apresenta como desejo de possuir a mãe.

Fantasia de sedução – é uma cena fantasiada da criança onde ela é seduzida ou pelos pais ou cuidadores, sem que por isso tenha sido vitima de um abuso sexual.

Fantasia de suprimir o outro – É o desejo de destruir o outro para obter prazer sexual, este desejo está ligado no menino com a rivalidade com o pai.

Fobia – É o resultado de um trauma por abandono se já real ou imaginário que provoca imensa aflição na criança e também resultado da projeção da angustia de castração sobre mundo externo.

Fobia masculina – É o retorno quando adulto da fantasia de angustia de ser abandonado pelo pai repressor.

Gozo – Seria a sensação obtida atravez de uma relação sexual entre criança e seu genitor (pai ou mãe) em total fusão.

Histeria – É o resultado de quando uma criança experimenta durante um contato excessivamente sensual com o adulto de quem depende, um intenso e sufocante prazer.

Histeria de conversão – Tem com resultado uma concentração inconsciente no corpo provocando assim uma disfunção somática (enxaqueca, vertigem,dores...)

Histeria feminina – Nesse caso de histeria a mulher se vê como uma menina que não e digna de interrese ou de amor, conforma-se com sua sorte com amargor e tristeza.

Histeria masculina – É o retorno da fantasia de angustia de ser assediado pelo pai sedutor.

Histeria de rebelião – É acionada pelo retorno já adulta da angustia infantil de ser seduzido por um dos genitores em particular o do mesmo sexo .Se manifesta por comportamentos reativos de revolta permanente.

Inveja do Falo – Ocorre quando a menina percebe que não possui o órgão peniano, perde a ilusão da premisa universal do Falo, e sente vontade de te-lo mas não é o pênis em si que ela quer, mas a ilusão de potencia.

Identificação – Na parte da resolução do Édipo da menina, uma vez que a menina não pode ser objeto sexual do pai ela passa a desejar ser com ele e assim o dessexualiza matando o pai fantasiado quando o incorpora no Eu, assim ela enche-se de comportamentos, gestos, gostos, e até mesmo desejos morais que caracterizam o pai real. No menino ocorrerá que ele assimilará essas características como prova de virilidade e como parte dos comportamentos masculinos, essa identificação se firmará ainda mais na adolescência.

Libido – É uma energia sexual voltada para obtenção de prazer, pois toda busca por afeto ou prazer é erótica ou sensual, essa energia desempenha o papel de mobilizar o organismo para perseguir seus objetivos, portanto não esta ligada apenas a pratica sexual, mas a obtenção do prazer do individuo.

Neurose Mórbida e patológica – Manifesta-se por sintomas recorrentes, e tem origem nos traumas vividos no durante o período do Édipo.

Neurose ordinária – Tem origem nas fantasias edipianas de prazer e angustia por serem mal recalcadas é vivenciada no dia-a-dia como resultado do conflito com as criaturas que amamos intimamente por que continuamos a deseja-las .

Obsessão – Trauma que remete a maus-tratos reais ou imaginários, que infligem uma dolorosa humilhação na criança, resulta ainda do deslocamento da angustia de castração que passa do inconsciente para o consciente e se cristaliza em culpa.

Obsessão masculina – É o retorno da fantasia de angustia de ser maltratado e humilhado pelo pai rival.

Pai Imaginário – Terceiro papel do pai desempenhado no Édipo segundo Lacan, é o pai que por separa a criança da mãe impondo-lhe a lei do interdito do incesto torna-se respeitado como todo-poderoso, odiado como rival, e invejado como detentor do Falo e o único possuidor da mãe.

Pai real - Segundo papel desempenhado pelo pai no Édipo segundo Lacan, o pai é agente separador que dissocia mãe e filho ao proibir um ao Outro de se considerarem objeto de desejo.

Pai simbólico – Segundo Lacan esse é o primeiro dos três papeis que o pai desempenhará no Édipo, desempenha papel de figura abstrata da Lei que preserva o mundo do caos que aconteceria se um incesto fosse consumado.

Pré-Édipo – Fase anterior ao Édipo da menina, na qual a menina possui um a só desejo que é o de possuir a mãe, essa fase se conclui quando ao ver um corpo masculino nu, ela percebe que não possui um pênis e se decepciona, acaba por perceber que a mãe também não possui o pênis Falo e que não poderá o da-lo.

Premisa universal do Falo – É a fantasia que a criança tem de que todo ser ou criatura possui um Falo e, portanto é revestida de força e onipotência.

Transmissão transgeracional – Alguns traumas edipianos podem ser passados inconscientemente do cuidador a criança, este cuidador acaba projetando a angustia de um choque traumático nesta criança, que vivenciará o mesmo não tendo sofrido ela própria o trauma.

3 REFERENCIAS


LEITE, Cerqueira, M. Ruth. Glossário com termos psicanalíticos. Cefetsp@, São Paulo, Folha de São Paulo, Folhetim 23, set. 1979.Disponível em:http://www.cefetsp.br/edu/eso/filosofia/glossariofreud.html.

NASIO, Juan.-David.Édipo O complexo que nenhuma criança escapa,Rio de Janeiro:Zahar,2008.

FREIRE, Danilo. O mito Édipo rei. Filosofojr@. 30, set. 2008. Disponível em: http://filosofojr.wordpress.com/2008/09/30/o-mito-de-édipo-rei/.

2 comentários:

  1. Belo blog sobre psicologia!

    Frequentarei aqui mais vezes!

    Esse post realmente tem a ver com o que eu procuro sobre psicologia!
    Lembrando que esta é uma visão Freudiana psicanalítica. Realmente para freud ninguem escapa do complexo freudiano.

    se quiser que eu publique algo de sua autoria, é só falar que eu coloco no meu blog com sua identificação e endereço do blog!

    da uma olhada no http://psicologiaparatodos.16mb.com

    abraços!

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  2. Olá Gabriel,
    Não consigo acessar sua http...
    tampouco seu perfil,
    abraços

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